Tuesday, September 7, 2010

TheWorldOwner

Pois cada um leva consigo o direito de ser o dono do seu próprio mundo

Archive for julho, 2009

Cigarros!

Posted by Alcir On julho - 26 - 2009

paulistaCigarros!

Voltei a fumar. Eu sei que agora é a hora que todos vão falar sobre – falar não, xingar mesmo – a minha pessoa por isso. Quer saber? Nem ligo! Tanta gente faz o mesmo e vão atazanar bem a minha vida? Como já vimos há desvantagens desta minha escolha… Mas, agora, eu posso marcar o quadradinho de fumante nas pesquisas de opinião, que tanto adoramos fazer. E, quando chegar à questão sobre qual marca eu uso, pronto responderei: São Paulo.

Nada melhor para meu futuro enfisema pulmonar do que uma calma passeada pela paulista. O clima é de deserto, o ar é de banheiro (pensando bem, isso seria um insulto ao meu… Juro que é cheirosinho!). Ou então, ver um por de sol sobre o viaduto da 23 de maio – aliás, que infernos de data é essa? – uma cena bizarra, sem duvidas: as estrelas do céu todas mortas, caídas na terra em forma de faróis de carros estacionados em uma via de transito rápido, mortas como a cidade toda, que aparentemente é a mais viva do país.

A água é péssima, o ar é pior. Os padres são empresários; os empresários, safados; os estudantes, vagabundos; e os vagabundos, ladrões. Já os ladrões… Estes são todos, incluindo a própria cidade que nos rouba a saúde, a paz, o sossego, a vida – vagarosamente e secretamente. Saudade da minha terrinha… Mas, cá, encontro coisas que lá não encontraria. E só uma delas já compensa todos os encaustos que observei.

Procurar sempre foi transitivo direto. Sempre! Mas passou a não sê-lo mais comigo. Para mim agora é intransitivo. Sim! Intransitivo! Toda vez que procuro algo, só procuro você, não haveria outro porquê. Mas o importante é que voltei a fumar, agora, eu fumo São Paulo. Agora estou mais perto de você.

Alcir Escocia Dorigatti

Ti accorgi di me

Posted by Alcir On julho - 16 - 2009

pareTi accorgi di me

O sorriso estampado que há muito não prega no rosto ainda existe na memória de alguns que costumavam ser próximos. A alegria que tinha ao abrir as primeiras portas da vida foi tirada dele com o tempo; com desalento; o sofrimento. As lembranças que ainda trás de quando era assim apenas causam mais dor: deseja, como não deseja outra coisa, ser daquele jeito novamente. Mas aqueles tempos não voltam… o tempo nunca volta.

As escolhas que foram oferecidas uma vez não o serão outra; a oportunidade não aproveitada quando surge, aproveita-a outro. Coisas que só se aprende com o tempo… E, quando se dá conta disso, arrepende-se de não ter percebido antes. Quando pára; pensa; lembra; sofre! Sofre, pois tudo que aparece nas imagens da mente são cicatrizes do passado, fantasmas que todos possuímos e aumentam com o tempo.

Tudo que faz possui 50% de chance de dar certo, assim como todos os demais. A matemática não explica, mas a vida sim: 1%, às vezes, torna-se muito maior que quaisquer outras chances. O reverso é mais doloroso - e verdadeiro - embora não goste de acreditar nele. Sorte dos pessimistas, que sempre estão certos e quando perdem na verdade ganham. Ele, só perde…

Não há necessidade de auto-destruição (suicídio?)… Ele ocorre devagar, secretamente dentro de si mesmo; na ausência do abraço apertado que tanto espera; na espera de um carinho que não chega; na falta de um sorriso que não consegue mais dar… Eu morro devagar…

E ninguém percebe isso.

Alcir Escocia Dorigatti

O gênesis

Posted by Alcir On julho - 11 - 2009

matematica-do-amorO gênesis

Era uma vez você. E no inicio, não havia mais nada. Até que você, precisando se divertir, pensou em inventar um brinquedo, e então disse: Faça-se os números! E lá estavam eles, saltitantes em sua frente. Você olhou para sua criação e se sentiu feliz.

Entretanto, tudo estava desorganizado, em um profundo caos. Então você dividiu os números em positivos e negativos. Você se sentiu feliz por isso, e não parou por aí. Naturais, Inteiros, Racionais, até para os pobres Irracionais, que não sabiam pensar direito, você criou um conjunto. Além disso, resolveu ir além, dividiu-os em Reais e Imaginários; sim, você era bom com todos e não deixava de contemplar ninguém com sua graça.

Tudo parecia perfeito, os números se somavam, subtraiam, multiplicavam e povoavam o plano cartesiano. Vendo o desenvolver de sua criação, você resolveu criar funções para seus inventos, e, a partir daí, era possível prever outros eventos! Sua criação ganhara vida, e ela mesma a explicava.

Tudo corria bem, todos aprendiam com sua criação. As aulas de matemática eram pura diversão. Mas, como tudo um dia acaba, apareceu um temido vilão. Mulheres trazendo aulas de historia, geografia, português e lingüística vieram para acabar com aquela harmonia. Os pupilos do raciocínio lógico logo estavam discutindo as probabilidades da interpretação de uma frase, ou os últimos acontecimentos do milênio passado. Oh!E você assistia todo aquele potencial mal aplicado…

Revoltado, invadiu a sala do fruto proibido, arrastou consigo seus fiéis amigos, e obrigou-os a estudar sem parar apenas matemática, física, química. Mulheres estavam banidas para sempre de suas vidas. E era assim que nascia o estudante de engenharia.

Alcir Escocia Dorigatti

A Revolta de Poseidon

Posted by TheWorldOwner On julho - 9 - 2009

É  uma honra para o TheWorldOwner, quando os donos de outros mundos dedicam uma parte de seus tempos escrevendo para nós. Segue aqui o texto de Thiago Montes, amigo e dono de outro mundo:

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A revolta de Poseidon

Mas não é possível que ninguém tenha notado a mais simples verdade da atualidade, Poseidon, o master-Deus dos mares, está revoltado. Está indignado com milhares de navios que insistem em usufruir de suas águas, assim como centenas de submarinos desafiando suas forças, e por último e não menos sério, os milhões de aviões que te cruzam, ainda que aos céus, o tempo todo.

Poseidon já não suporta mais o zumbido das turbinas. Já não agüenta mais esse ritmo desenfreado da economia, aonde a distância não é mais considerada. A distância, logo a distância que sempre ditou os vitoriosos e os perdedores, hoje não faz diferença para o mundo. É aqui, é na China, é em todo lugar o tempo todo.

Então, o mestre-rei resolveu assustar os seres que o enfrentam, derrubou um tão silenciosamente, que chegaram a cogitar que o aviãozinho tinha sido abduzido, pura covardia. Poseidon mestre sempre assume seus atentados terroristas. E logo em seguida, derrubou mais um grandão, matou 150, deixou que um vivesse para espalhar o terror pelo mundo. Foi em vão, o mundo está preocupado demais com o México para prestar atenção num oceaninho de nada.

Ninguém notou, ninguém se espantou com a revolta de Poseidon. Não notaram que os rebelantes não estão nos mares, mas estão sentados em suas cadeiras confortáveis, ordenando “hoje e agora” a todos que entram em contato. Mais, mais, mais e mais, tudo, rapidamente tudo, domine o mundo.

Nessa voracidade de querer o mundo todo, a sociedade não enxerga os males, que o cansaço, o stress, a pressão, causam. Não cabe a nós propormos soluções técnicas para que os aviões não caiam, porém, não custa imaginar que em um mundo tecnológico e científico como o atual, recalcular uma rota aérea que não passe no meio de uma “supernova” quase mortal, não deve ser mais difícil que fazer busca de corpos no mar.

Mas não, eles preferem continuar pressionando os pilotos, companhias, funcionários, e assim indo contra a fúria de Poseidon, do que rabiscar novas rotas e aprenderem a ser humanos novamente.

Thiago Montes, para TheWorldOwner.com

;)

Puta: Vida e Morte

Posted by TheWorldOwner On julho - 8 - 2009

A vida e a morte de uma Puta.

Ela nasceu, dada ao mundo desde o primeiro momento. De um ventre apodrecido, deu seu primeiro choro. Aparada por alguns tapinhas de médicos e enfermeiras. No berçário foi disposta, este mesmo de onde jamais deveria ter saído.

No ambiente quente, viu seus coleguinhas de quarto em mesma situação. Já não era nada, além de um orfanato lactante. Esquecida ali, como todos os outros, ninguém viera buscar. Ela mais ainda, bonita, órfã, predicada à morte natural.

Sem leite, sem sustância, expandiu-se como ser, sem nem mesmo saber como conseguia. Quando conseguiu sentar e ter os movimentos básicos, já cortava cana. Cada dia a mais, uma responsabilidade nova. Ora, pois, que Trabalhadeira dessa moça, nunca ganhou nada é verdade - culpa talvez dos exploradores de plantão, que a forçava e nada lhe retribuía. Já era prostituída.

Concebeu a vida como sorte, gritou independência ou morte. Pequenina, jogada ao mundo, sem saber o que fazer, só era bonita. Por isso prostituída. Morte à pedofilia, a “patriofilia”. Não foi o caso, ela sobreviveu a todos esses assaltos ao seu ser. A cada programa, era um pouco mais rica, tanto quanto mais pobre. Pobre de ser, pobre de sonhos. Rica de ganância. E a permanência da virilidade, alheia, em seu ser - uma dada prostituta.

Ninguém ouse negar, a beleza e a simpatia de seu Eu, esta puta poderia ser princesa. Mas não foi. Crescida, malandra, já sabia o que a destinava. Incrivelmente, toda sabedoria adquirida, não foi forte o bastante para livrá-la das grades. Explorada de todos os lados, ninguém a defendia. Ela era bonita, carinhosa e de todos.

Teve vários filhos e adotou outros tantos. Todos filhos da, sua digníssima mãe, puta. Com o dinheiro de seu suor comprou uma casa. Um bordel melhor dizendo. Progresso para seus filhos. Apesar de ela ser a única a “programar” por ali. Todos a exploravam. Ela já não sabia se não gostava, deve ter começado a gostar. Todos os lucros eram divididos por seus filhos. Que nada davam em troca.

A sua morte se deu em algum momento.

Hoje vivemos apenas a sua imagem, a adoração de alguém imaculada. Como?!

As noticias de sua vida e morte foram e são - maquiadas, ela não é mais puta. É pátria. Ela não morreu, é próspera. Seu bordel, não é mais prostíbulo, é senado. “Oh Pátria Amada Brasil!” nos tablóides grotescos.

Mas, há algo que ninguém pode negar, os filhos que habitam em seu bordel, estes ainda continuam sendo chamados de “Filhos da Puta”. Nem tudo pode se maquiar, é a verdade.

Paulo Câmara.

nasceu

Os dias passam e esquecemos…

Posted by Alcir On julho - 8 - 2009

bahiaOs dias passam e esquecemos…

Pegue uma mochila, ponha nas costas, lembre-se do tempo de escola. Saia, sem rumo, quem liga? Ande por andar, cantando. É bom, faz bem pra alma. A sensação de liberdade que conseguimos com coisas bobas é incrível, e mesmo assim tentamos alcança-la sempre pelo modo mais difícil. Na verdade, queremos fazer tudo pelo jeito mais difícil, complicado, ou menos prazeroso; não é mesmo?

Não confiamos em ninguém. Na realidade, confiávamos até nos ferirem de forma que não conseguimos mais fazê-lo. Temos relacionamentos superficiais, conversas superficiais, vidas sem sentidos. Quantas vezes não nos pegamos pensando alguma coisa, a qual nem lembramos, numa tarde de um dia chato, e nos sentimos deslocados, como se perguntássemos: O que eu estou fazendo da minha vida? Tudo isso é culpa da falta de confiança. É como uma doença da alma, e que, com o tempo, vai afetando nosso próprio corpo. Mantenha-se preocupado com algo, ou triste, por muito tempo e vamos ver qual será a conta que você terá no fim do mês na farmácia. As pessoas mais felizes que eu já conhecia são aquelas que dizem não ligar para nada, mas a questão é outra, elas ligam, elas ligam para o momento em que vivem, e se dão ao máximo, com amor.

Liberte sua mente, imagine um mundo diferente, um mundo seu, onde não haveria todos os problemas que nos preocupam. Agora faça algo para realizar este sonho. Entregue-se ao seu próximo, confie nele. Eu lhe garanto que imediatamente ele passará a confiar em você, apenas pelo fato de você acreditar tanto nele, dar tanto de si próprio, tanto afeto. Tudo funciona como uma via de mão dupla, para receber, temos que dar algo. Alguém deve dar inicio a isso, porque não você? Dê bom-dia a todo mundo, é claro que ninguém acorda 100% todo dia, mas isso não passa de uma opção. Ao levantar da cama você pode escolher ser aquela pessoa idiota como sempre, das quais no mundo há aos montes, que pensam apenas em si próprias; ou querer criar em seu dia algo que contribua, não somente para os outros, mas até para si mesmo.

Tomar chuva, dar risada dos próprios tropeços, ser bem humorado com tudo, ir ver o sol nascer, e no mesmo dia ele se por – claro que em lugares diferentes. Cercar-se de amigos, colegas, conhecidos, amores, desconhecidos. Se todos praticassem atos mais ou menos importantes ou bobos que esses, seria incrível a diferença que ouviríamos nas palavras das pessoas. É triste ver que estamos esquecendo das coisas importantes, e nos preocupamos tanto em como retomá-las que nos desviamos do caminho. Para encontrar a solução de um problema, não é necessário analisá-lo, se você fizer isso, você nunca encontrará nada. Deve-se olhar além, deve-se aproveitar tudo que lhe é dado e tudo que você pode dar. A vida lhe dará as respostas em troca disso.

Alcir Escocia Dorigatti

YMCA!!!

Posted by TheWorldOwner On julho - 5 - 2009

Eu sempre pensei em fazer isso!

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