Sunday, May 20, 2012

TheWorldOwner

Pois cada um leva consigo o direito de ser o dono do seu próprio mundo

Veja o que ja foi postado em ‘Auto-Ironia’

Eu não sou maior do que o Mar.

Posted by TheWorldOwner On junho - 5 - 2007

Uma das coisas mais interessantes na vida de um homem é quando ele reconhece que não é nada diante do mundo. Em uma dessas descobertas casuais, estava pensando que diante de todo o universo eu não sou maior que um grão de areia, eu sou um misero grão de areia, insignificantemente sozinho. Mas, sozinho até quando percebo que posso me unir a outros grãos de areia e, em conjunto vou ficando maior. E então quando existe a união de vários grãos, conseguimos algo tão grande e tão bonito. Savanas, Desertos e até a praia.

O mar é perigoso, mas é a areia que nos ajuda a aproveitar a imensidão e a beleza das águas salgadas.

E é assim que eu vejo a vida. Um grande mar. E se nós achamos que somos maiores que o mar, não nós não somos. E se tentar desafiar o mar, Poseidon vai cuidar de te horrorizar e não adianta fazer oferenda a Yemanjá – meu amigo, você não é maior do que o mar.

Um grão de Areia. Nós somos grãos de areias diante da imensidão desse mar. Mas se nós nos unirmos, poderemos fazer da vida um lugar bonito – um Hawaii dos astros, o Caribe das ondas perfeitas.

Também podemos nos tornar um deserto, que mata, sem vida. Um amontoado de pessoas que, sem sentido, transformam a vida em um lugar quente, seco e sem esperança.

A ciência nos provou que somos apenas grãos. Mas, grãos unidos, jamais serão vencidos! Podemos ser levados pelo vento, pararmos juntos em algum deserto. Ou podemos rodear o mar. Vencê-lo não pelo poder, mas por transformar o mar em uma praia bonita para se namorar.

E eu tenho certeza, que eu sou parte de alguma praia. E quando olho pra cima posso ver a lua sorrindo. Então quando eu me sentir pequeno, saberei que realmente não sou maior do que o mar. Mas posso estar ao lado dele, e transformar esse grande gigante em um lugar legal de se estar. E saberei que sou eu a salvação de muitos marinheiros perdidos e náufragos. Talvez eu veja o Robinson Crusoé ou o novo Colombo passar por mim. Mas realmente ficarei feliz em ver quando novas praias surgirem.

Pois sei, que onde existe uma nova praia, existe um novo sentido de vida, uma razão para amar, e sim, uma razão para amar o mar.

Paulo Câmara.

Aonde esconderam Atlântida?

Posted by TheWorldOwner On maio - 20 - 2007

Hoje estou de castigo, sem caminho, sem abrigo, e só me sobrou à busca do continente perdido que perdi entre algum sonho e outro quando me disseram que a terra seria meu lugar. Distraído repentinamente, esqueci que Atlântida era o que eu devia procurar – o sonho de meus pais, a herança do conhecimento, a busca idealista.

Descobri a duras penas que às vezes os ventos erram de direção e que as nuvens,as lindas nuvens, não são feitas de algodão. Contaram que o meu Deus não existe, que a igreja é capitalista e o Papa é imperialista. Porcos chauvinistas! Estão também no poder! A revolução dos bichos de fato ocorreu – Planeta Macaco, homem primata. Queimaram nas fogueiras os meus ídolos. Percebi então, que todos os meus ideais eram apenas moinhos de ventos.

Fizeram-me vender a minha liberdade em troca de espelhos de vários tamanhos e modelos. Venderam a ilusão de que eu era aquilo que aquela lente representava. Não vejo minha alma nesse espelho, apenas um ser pálido – Oh! Cara pálida, cadê meu cigarro de palha?

Nem isso eu posso, é contra as leis, a fumaça que meus antepassados utilizaram. Não queria mesmo… A história relata que todos morreram de overdose. Talvez seja a hora propicia para mais uma dose. Sinto-me como um copo de uísque vazio, com duas pedras de gelo, esperando o doce ardor da verdade, do esquecimento da realidade, aquela meia dose dinamarquesa.

Comprei uma luneta para olhar o espaço, me prenderam por violar a liberdade, invasão de privacidade. Privaram-me da luz dos astros, vi o sol nascer quadrado. Na televisão, relatos de um mundo perfeito – crimes hediondos, guerras sem motivo, quem quer ser prefeito? Pretérito dos méritos, futuro doente. O mundo está em caos e só eu vejo as crianças morrendo de fome, os velhos jogados nos cantos, e os sindicalistas governando.

Quando fugi da prisão, conheci uma garota. Que visão! Doce ilusão. Veneno do escorpião, que acabou de me contaminar contando os delírios de uma juventude sem equilíbrio. Cadê o espírito esportivo? Apenas Karmas destrutivos. Alan Kardec já virou antidepressivo. Universal, a cocaína que Freud cheirou e Marx repudiou – sem pudor. Ai que dor, o poeta morreu e não existem esperanças de ressuscitar no terceiro dia. Cadê o ópio do ópio?

Terremotos, maremotos, entre propagandas hellomoto e hello Kitty, o inferno se abre. A população está sendo incorporada, vitimas ou malditos? A etiqueta mostra made in hell, 100% fogo. Eu to quase acendendo o meu isqueiro. Mas se eu acender, a faísca que ilumina é a que aniquila. Aniquilar-me-ia, e já não sei se quero ir pra onde dizem que vou.

Tô no fim da vida, não existe água no planeta azul.

Baby bora fugir. Tá na hora de voltar pra Atlântida! Vamos procurar? Eu a esqueci em algum lugar. O que você está fazendo sentada aí? Não existe no google, no seu search. Eu tenho o mapa, o mapa da Atlântida. Corre, larga tudo, vem comigo. Deixa de sono, vem viver o sonho, porque os prognósticos afirmam sonolência profunda e eterna ao fim do túnel….

Peraí. Atlântida era pra ser aqui, no fim da página. Perto do ponto final. Não é possível que adicionassem mais uma página aos meus garranchos. Olha ali procure o Capitão Gancho, o Peterpan e o Sancho Pança, eles andam em bando. Não to vendo os guerreiros do apocalipse, cadê? Cadê você Alice? Diga-me, por favor, onde está o País das Maravilhas? Nunca acreditei quando o Peterpan disse que não existe Sininho no mundo Real, NÃO, a terra do nunca – nunca existiu.

Fui enganado mais uma vez. Atlântida, nunca existiu. Ei moço, Não me mate, eu quero ter filhos, eu quero brindar o ano novo, quero me formar também.. Não dá prayboy, você perdeu. Aqui no nosso jogo, é a hora do seu gameover. Malditos ou inocentes?

E assim foi o dia em que Jesus chorou, mais um jovem idealista perdera a vida por acreditar, que não deveria parar de procurar o sentido que jamais viera. Jesus chorou mais um dia, assim continua. Um jovem morre por dia. As lágrimas correm pelo mundo, caindo nos cantos das janelas, olho para fora, as gotas na janela me lembram a última vez que sorrimos juntos. Meus amigos se partiram e não pudemos dizer Adeus. As histórias estão se acabando. Serei eu a próxima vitima? Ou será você? Tenho visto muitos fins, e nenhum foi um conto de era uma vez. Será que este é o fim dos contos, dos irmãos Green? No fim procuramos as fábulas, deveras realidade, o porquê do nome fábula.

Que o Deus que existe, não permita que eu perca a fé, que eu continue procurando ultrapassar meus limites. Se nos largaram no inicio, nos cabe ir até o fim. Não desejo vingar a morte dos que se foram. A cada um a consciência de seus feitos! Espero ver, todas as pessoas que foram, mais uma vez.. E dessa vez não vai ser no jornal.

Paulo Câmara.

Réquiem às lapides que lacraram o sonho de algumas famílias. Em eterna memória aos amigos que se foram, que um dia nos encontremos em Atlântida.

O dia em que Adão Chorou!

Posted by TheWorldOwner On maio - 17 - 2007

adaoeva

Infelizmente esta não é a biografia de Sexta-feira e seu amigo Robinson Crusoé. Conta-se uma história em um livro de grande importância pra humanidade, que um homem nasceu em algum dia da semana, em algum lugar entre o começo e o fim do mundo. Ele tinha tudo que um homem poderia desejar. Mas como todo homem desejou o que não se pode desejar.

O cara tinha um grande poder, ele era rei. (Certo que ele não tinha muita imaginação, talvez ele devesse freqüentar algumas aulas na ESPM, mas que culpa tem, se o macaco tem cara de macaco?) Mas nem todo poder do mundo agrada um homem só.

Foi então que ele cometeu o maior erro de sua vida. Chorou.

Nunca chore caro leitor, ainda mais quando você é o único cara do mundo.

Não é que o mané ainda fez coisa pior? Clamou a Deus um consolo. Eis o segundo maior engano. Se você é o único ser existente – não peça nada, pois inevitavelmente você pode ser considerado e ganhar o que você pediu. É como um consórcio, nunca dê o lance mais alto se você não sabe dirigir.

Ai já começou a sacanagem. Ninguém faz favor, tão favor assim. Deus lhe concede o alvará, mas você que se dane pra construir seu lar. Mas voltando ao assunto, antes que eu me perca em meus pensamentos. Deus resolveu criar alguém pra consolar o Adão.
Começou tirando uma costela do pobre humano. O cara já ficou lesado. Já não era mais completo. Aí pirilim, pirilim – Deus constrói a Eva. Mas pô, consideremos caros colegas, Deus não era gaúcho, mas até que tentou fazer algo de bom com a Costela.

A mulher já chegou sacaniando. Adão bobo e tonto, não conhecia a mulher, ficou admirado. A sorte dele é que ainda não tinha o Ricardão. Ta lá, o mané trabalhava e a mulher ficava de papo pro ar. Como diria meu amigo Baiano: “Pô! Adão ÓPAÍÓ! “

Dito e feito, o ser da costela não se contentou e deu logo de fofocar. Achou uma amiga venenosa e começou a prosa. Mas que hilário, que no meio do nada, tinha um fruto destacado. As duas conversaram, vamos lá! Quem se ferra é o Adão. (Leitor nunca leve sua mulher ao Shopping, no final quem vai se dar mal é você).

Continuando, vou apressar aqui, pois já estou deveras brabo com a ignorância do meu antecessor. O cara acreditou na conversa da mulé, foi lá e pagou com o cartão de crédito o fruto proibido. É proibido fumar, mas a cobra fumou. Adão viu que estava nu e não tinha nenhuma florzinha pra virar estátua de Michelangelo. O cara foi expulso do emprego, da sua casa. ÓPAÍÓ leitor que insight maravilhoso! Olha dá onde veio os Juros!

E a mulher? Tomando o bom português arcaico, Pariu, Puta que pariu! O homem se lasca e é ela que ganha o presente. Adão ficou feliz, seria pai. Só não sabia que o seu azar continuaria. Trabalhando igual um condenado, viu a sua mulher lá olhando pra cima fofocando sozinha. Os filhos do cara cresceram e ai a merda (com a desculpa da palavra) tava feita. Um assassino e outro bobão. E em quem colocaram a culpa? Você adivinha né, no Adão. O pomo de adão tava encolhido nessa altura. Colocaram a culpa do pecado do mundo nas suas costas.

E então no final da vida, Adão chorou novamente. Mal sabia ele, que fizera todo o mal existir por não saber que homem não chora. E pior, homem não chora e não fica pedindo. Com certeza faltou bolas a Adão, que passou de rei para um plebeu – por que desejou um consolo.

Então. Dessa história tomamos 2 lições:

Uma. Cuidado quando você chora, porque seu pedido pode ser atendido.

Duas. Antes de acordar verifique sempre suas costelas.

Paulo Câmara!

(não sou machista, nem concordo com tudo que disse, mas como um bon vivant, não poderia perder a piada) :D

O Dia em que matei meu cupido.

Posted by TheWorldOwner On fevereiro - 12 - 2007

Era uma tarde estranha, um vento maroto e meu cupido com um sorriso debochado. Afinal era a última chance dele de se auto-afirmar como um bom profissional.

Sair do meu ambiente acolhedor naquela tarde não era interessante – mas tinha prometido ao meu cupido dar uma mãozinha em seu trabalho. Contra minha vontade decidi sair e averiguar o cenário, o palco de exposições. Para um bom ator basta uma boa mentira para se encenar uma alegria. Menti para meu cupido, disse que ia com aquele “objetivo” – só não o avisei que pretendia lhe matar após os sinos.

Foi tudo normal pra mim, mas para o pobre anjo não. Como eu queria que esse ser “celestial” fosse um chato de um querubim – para eu lhe dar logo um fim. Não parava de atirar, tentando acertar o alvo imaculado. Só ele não havia se tocado que tudo se tratava de simples operações matemáticas. Tira uma flecha dali, tenta somar ali e acaba perdendo sua munição. O fato é que, numa dessas tentativas o infeliz me acerta o nariz. Bravo como deveria estar, quase o mandei para aquele lugar.

Com o nariz á prova da dor, senti um cheiro de amor. Um perfume desconhecido e estrangeiro, não é que o infeliz desse anjo barbeiro me acertara em cheio? Desconcertado olhei para o ser ao meu lado, então falei: “mira ali naquela vai!” O mané não estava entendendo, que eu não queria mais o antigo veneno. Eu queria aquela nova fragrância que estava a me perturbar.

Com uma feição estranha atacou um monte de flechas em sentido ao meu coração. Anjo burro, não era uma questão de amor próprio. Ele não entendia como eu tinha me encantado com alguém do outro lado do famoso alvo desejado. Cansado de ter um aliado burro, tirei uma flecha do coração e lancei na direção do idiota de asas. Ele correu desenganado, chorando por ter falhado e morreu espero eu (Agora se Deus o acolheu de volta, problema foi dEle). Para minha infelicidade, desenganado estava eu, um sentimento acabara de morrer para dar espaço ao desconhecido – ou melhor, desconhecida…. Em linhas descritivas, um caderno seria pouco para elucidar ao mundo a beleza daquele rosto risonho.

Em meu canto, suspirando fiquei pensando: Será que algum dia sentirei aquele aconchegante perfume ao meu lado? Essa era a pergunta que pairava no ar, pois estava sozinho na busca pela fórmula do amor.

Por Paulo André Câmara