Sunday, May 20, 2012

TheWorldOwner

Pois cada um leva consigo o direito de ser o dono do seu próprio mundo

Veja o que ja foi postado em ‘Highlights’

Água Rasa: Cuidado para não se afogar!

Posted by TheWorldOwner On novembro - 2 - 2011

Água Rasa: Cuidado para não se afogar!

Algo que jamais poderia ser esquecido: O alerta fundamental da existência humana deveria ser colocado em todas as casas, empresas e onde existe o convívio humano. É deveras real ser a maior causa de morte do mundo: o afogamento em águas rasas.

Porque digo isso? Ora, não é real o suficiente o nosso senso de perigo? Quantas vezes nos orgulhamos de dizer que passamos por situações de extremo perigo, de dificuldade incalculável, onde até hoje nos perguntamos como conseguimos sobreviver? Passar por aquela barreira imensurável, aquele desafio? Ah aquele desafio! Somos preparados naturalmente para enfrentar essas situações, nosso corpo produz adrenalina, nosso cérebro fica mais esperto, nosso medo nos dá coragem para enfrentar estas situações de águas profundas. E sim, temos orgulho de nossos feitos e nossa evolução como ser humano.

Triste meus caros, é saber que logo mais ali, naquela piscina de criança da vida, nos afogaremos. É tão fácil nadar em água rasa, ficamos em pé e a água bate nas canelas. Como conseguimos nos desestruturar e cair e não mais respirar sendo que precisamos apenas levantar a cabeça?

É assim que os problemas da vida se apresentam a nós, águas rasas e fundas. E empacamos, mesmo nos de simples resolução. Por ser tão fácil, nosso corpo não produz adrenalina, nosso cérebro não se propõe a exercitar-se de maneira eficaz, nossos amigos também não acham ser necessários aquela mãozinha. Tá tudo sobre controle, mas para nós não. Empacamos, quebramos, destruímos tudo que construímos pois estamos estatizados diante de tamanha afronta ao nos depararmos irresolutos diante de tanta insignificância.

Fernando Pessoa tem um poema que gosto muito que diz : Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?

É desta forma que procuro encarar os avisos da vida sobre as águas rasas, ao me deparar desesperado em resolver algo tão simples que não parece ter solução. É preciso agir, observar que primeiro preciso levantar a cabeça. Avaliar a condição em que estou, reconhecer que não preciso me afogar ali, explorar a terra. E então construir meu palácio, minha ponte, o que for necessário para não morrer afogado.

A vida é cheia de pegadinhas! Irônico seria não reconhecer que Sergio Malandro descobriu o sentido da vida antes da gente: “Pegadinha do malandro, glu glu yeah yeah”. E a vida é reconhecer que tudo é uma ausência de significados, o absolutismo da não correlação lógica, as pegadinhas, as águas misteriosas e diante de tudo isso encarar a vida sendo o que quer.

Desapegue-se dos compromissos óbvios! Não és obrigado a brilhar o tempo todo e nem ser confiável, cheio de compromissos. Não deixe de se divertir nas águas rasas, brinque enquanto os outros se afogam.  Coloque aquela bóia de criança nos braços e vá com fé.

Auto ajuda? Não! Só estou cansado de ver todo mundo se afogando no raso, enquanto o óbvio está em que precisamos focar nos desafios mais profundos.  Respire enquanto há vida, crie enquanto seja vivo, mas jamais, jamais, se afogue em águas rasas.

Paulo Câmara.

Deus joga poker

Posted by TheWorldOwner On janeiro - 21 - 2011

051208poker_god1Numa mesa de pôquer, um joguinho entre amigos…

Um certo conto, jamais contado, até então, detalha um acontecimento extraordinário: uma mesa de pôquer onde apenas convidados ilustres jogam.

Eu, como telespectador quase que invisível, apenas observava a entrada das pessoas. O primeiro a entrar todo faceiro foi Einstein. Carregando uma maletinha cheia de papéis, que imaginara eu, ser anotações de Físicas, mas, que demonstraram ser apenas desenhos de mulheres nuas. Logo se sentou e ficou lá brincando com seus dados.

Se não fosse uma pessoa atenta, quase perderia entrada de Nietzsche e Maquiavel, que entraram numa briga ferrenha, discutiam se os motivos do sucesso do fim justificariam uma vida baseada em mentiras. Era profundo demais… enquanto isso, observava Nietzsche inquieto com os sorrisos cínicos de Nicolau. Se sentaram do outro lado da mesa e nem se importaram com a presença de Einstein, que continuou a jogar seus dados.

Foi quando levei um susto e ouvi várias risadas, uma alegria inundou meu coração de repente, sabia que Deus acabara de chegar. Com ele vinha Moisés seu primeiro parceiro de pôquer (há de se imaginar o motivo de Moisés passar dias e dias nas Montanhas) e também o acompanhava Jesus. De fato era a turma da alegria. Deus, muito engraçado como sempre, se apresentou dançando a Nietsche, jogou os dados de Einstein e tirou a coroa para Maquiavel. Moisés e Jesus acompanharam a cena com um sorriso.

A mesa estava quase pronta, quando de repente toda alegria que havia, foi invadida e silenciada momentaneamente com um certo temor, uma raiva repentina. Belzebu acabara de chegar, trazendo consigo o jovem e franzino Hitler. Uma turma que não costumava blefar. Não eram convidados de fato, mas isso nunca importou para nenhuma dos dois. Se sentaram e já jogaram um baralho na mesa. “Trouxemos o baralho pessoal”. Ninguém caiu no conto do sacana, idéia rapidamente refutada por todos, enquanto Hitler recolhia-se franzinamente em seu canto.

Durante o jogo, embates históricos foram travados. Hitler e Maquiavel encaravam um embate homérico, nenhum dos dois se recusava a sair de uma mão. Para um, os fins justificariam os meios, para o outro, rendição não era um vocábulo conhecido. Logo as fichas acabaram e os dois foram os primeiros a sair.

Ficaram na mesa Deus, Moisés, Einstein, Nietzsche, Jesus e o Diabinho. Einstein não jogava nenhuma mão, ficava distraido com o movimento das cartas e quase sempre pulavam sua vez. Moisés e Jesus, ambos jogadores muito bons, ganhavam a maior parte dos potes. E o Diabo nada mais fazia que tentar enganar todos com truques fajutos. Fato que ninguém dava muita atenção, a sua presença na mesa não era respeitada.

Nietzsche só entrava na mão, quando Deus e o diabo também entravam. Era sua chance de tentar ler e entender o que não foi possível durante sua vida. Até que o silêncio se rompeu, o vermelhinho, talvez petista, exclamou: “Deus esta roubando, ele sabe tudo que vai acontecer!”. Na sua infinita bondade e alegria, Deus replicou: Rabinho, pare de blefar, tenho skill suficiente para ganhar de você seu blefadorzinho. Dito e feito, as mãos se mostraram, Deus estava com fullhouse e o diabo um par de 4. Depois disso, colocou o rabo entre as pernas e saiu de fininho.

Nietsche exclamou com o canto da boca: Deus, você está morto! Na próxima rodada pego você.

Einstein e Moisés atrapalharam o jogo durante horas. Pois travaram um discurso filosofal sobre uma rodada. Einstein provaria de todo jeito que a teoria da relatividade dava a ele o direito de ganhar uma mão. Moisés exclamou: Andei 40 anos no deserto, para um lunáticozinho me encher as paciências? Pediu 10 pragas a Deus, que emputecido com Moisés falou: Os dois, caiam fora daqui.

E assim ficou apenas Jesus, Deus e Nietzsche na mesa. Frederiquinho, disse Jesus: Por onde anda Zaratrusta? Assustado, replicou que Zarastruta, já tinha dançado. Para a risada de todos, o clima foi ficando mais tranquilo. Deus pediu para sair da mesa, havia muito que fazer por um planeta que havia sido atacado por macacos, e estava na dúvida se fornecia ou não bananas para o mesmo.

Jesus e Frederiquinho, ficaram com todo o pote da mesa. Até que foi proposto, uma última mão, na qual o vencedor ficaria com todo o dinheiro. Nietszche desconfiado, foi logo quebrando o silêncio: “Sejamos claros, Cabelo, não vem com papinho de Morreu na cruz, que poderia estar cantando, peregrinando, mas não, está apenas aqui tentando ganhar um dinheirinho honesto.” Jesus rindo, deverasmente satisfeito, apenas replicara: Há algo maior do que se abrir a mão da vida, para salvar um irmão? Fique tranquilo meu caro amigo, não há nada que eu possa perder, quando alguém há de ganhar.

Bonito, filosófico, mas, enquanto Niestzsche refletia sobre as lindas palavras, Jesus mostrou uma mão perfeita. Tirando o pobre pensador do jogo, que em lágrimas falou: Escreva aí sobre o dia que Nietzsche Chorou, porém saiba você: Pra mim você continua morto, Hunf.

O final acaba assim, sem muitos detalhes. Sem muitas maiores explicações. Creio que até hoje jogam pôquer juntos, penso que essa história se repetirá muitas vezes. Pois na divindade ou na humanidade, ninguém pode resistir a um joguinho entre “amigos”.

Por Paulo Câmara.

gods-playing-poker1

Puta: Vida e Morte

Posted by TheWorldOwner On julho - 8 - 2009

A vida e a morte de uma Puta.

Ela nasceu, dada ao mundo desde o primeiro momento. De um ventre apodrecido, deu seu primeiro choro. Aparada por alguns tapinhas de médicos e enfermeiras. No berçário foi disposta, este mesmo de onde jamais deveria ter saído.

No ambiente quente, viu seus coleguinhas de quarto em mesma situação. Já não era nada, além de um orfanato lactante. Esquecida ali, como todos os outros, ninguém viera buscar. Ela mais ainda, bonita, órfã, predicada à morte natural.

Sem leite, sem sustância, expandiu-se como ser, sem nem mesmo saber como conseguia. Quando conseguiu sentar e ter os movimentos básicos, já cortava cana. Cada dia a mais, uma responsabilidade nova. Ora, pois, que Trabalhadeira dessa moça, nunca ganhou nada é verdade – culpa talvez dos exploradores de plantão, que a forçava e nada lhe retribuía. Já era prostituída.

Concebeu a vida como sorte, gritou independência ou morte. Pequenina, jogada ao mundo, sem saber o que fazer, só era bonita. Por isso prostituída. Morte à pedofilia, a “patriofilia”. Não foi o caso, ela sobreviveu a todos esses assaltos ao seu ser. A cada programa, era um pouco mais rica, tanto quanto mais pobre. Pobre de ser, pobre de sonhos. Rica de ganância. E a permanência da virilidade, alheia, em seu ser – uma dada prostituta.

Ninguém ouse negar, a beleza e a simpatia de seu Eu, esta puta poderia ser princesa. Mas não foi. Crescida, malandra, já sabia o que a destinava. Incrivelmente, toda sabedoria adquirida, não foi forte o bastante para livrá-la das grades. Explorada de todos os lados, ninguém a defendia. Ela era bonita, carinhosa e de todos.

Teve vários filhos e adotou outros tantos. Todos filhos da, sua digníssima mãe, puta. Com o dinheiro de seu suor comprou uma casa. Um bordel melhor dizendo. Progresso para seus filhos. Apesar de ela ser a única a “programar” por ali. Todos a exploravam. Ela já não sabia se não gostava, deve ter começado a gostar. Todos os lucros eram divididos por seus filhos. Que nada davam em troca.

A sua morte se deu em algum momento.

Hoje vivemos apenas a sua imagem, a adoração de alguém imaculada. Como?!

As noticias de sua vida e morte foram e são – maquiadas, ela não é mais puta. É pátria. Ela não morreu, é próspera. Seu bordel, não é mais prostíbulo, é senado. “Oh Pátria Amada Brasil!” nos tablóides grotescos.

Mas, há algo que ninguém pode negar, os filhos que habitam em seu bordel, estes ainda continuam sendo chamados de “Filhos da Puta”. Nem tudo pode se maquiar, é a verdade.

Paulo Câmara.

nasceu

Metades. As duas faces da mesma guerra.

Posted by TheWorldOwner On maio - 13 - 2009

duasfaces

Metades. As duas faces da mesma guerra.

Todos os dias acordo e a primeira coisa que penso é numa história que aconteceu em um dos meus sonhos. Uma história real, que por algum motivo presenciei pela janela da alma. Como um expectador vi tudo acontecer e não consiguirei dormir enquanto essa história não for repassada. Essa é a história de um homem de valores e principios inegáveis, de um coração de leão que foi colocado no meio de um evento histórico por acaso.

Metade Palestino, Metade Israelense.

Não lembro como e nem porque, mas de repente me vi em um lugar longinquo. Não sabia como tinha chegado ali. Estava escuro, e tateando pelo local vi que estava em um quarto fechado. Não tinha portas, só tinha uma janela fechada. Ouvi um homem chorando, tentei contato até perceber que ele não me escutava, que ele não percebia minha presença. Eu era o expectador da vida dele. E por algum espaço de tempo que pareceu eterno, vi e vivi com ele sua vida.

Enquanto ele chorava, peguei um diário no chão, riscado com um lápis fraco, como se as letras estivessem desaparecendo do papel. Cada lágrima que escorria da face daquele jovem, as letras iam se apagando. Decidi forçar a visão e começar a ler, segue o transcrito:

“O que fazer”

Estou preso aqui. Depois de muito batalhar, me colocaram neste lugar. Estou desaparecendo e a única coisa que tenho comigo é esse lápis e esse diário.

Para quem não me conhece, sempre fui um garoto espetacular, cheio de idéias e vivo. Tentei sempre procurar amar muito as pessoas, aprender muito. Fui crescendo e de repente descobri algo que mudou minha vida.

Estava morando no meio da divisa entre Israel e Palestina. Quando dormia, o norte da minha cama era Israel e o sul Palestina. Não mais curioso que isso, sou de origem “Israelo-Palestina”. Quando nasci fui registrado nos dois lugares. Meus descendentes são todos assim. Descobri isso após muito procurar por minha vida. Pois não lembro do meu passado, não lembro minhas origens. A única coisa que sei é que vivo aqui e sou isso um misto desses dois mundos.

Quando a guerra começou as pessoas rodearam a minha casa para que eu tomasse um lado. Para que eu pudesse seguir minha vida, pois ninguém conseguiria viver sendo amigo e inimigo ao mesmo tempo. Tentei posicionar-me de um lado, ou de outro. Mas eu era um ser a parte daquela guerra. Eu amava os dois lados. Eu era a origem e o fim. A guerra e a paz.

Levantei uma bandeira de Paz dentro da minha fronteira. Procurei aliados para que os mundos vivessem em paz. Consegui alguns por pouco tempo. Geralmente algum lado matava alguém próximo e essa pessoa não tinha mais porque lutar comigo. As pessoas me respeitavam e me cobravam. Eu tinha que tomar uma decisão, mas qual decisão tomar? Não é possível a um ser humano ser 1 só, metade a metade? Para eles não.

E passei cada vez mais a tentar, desesperadamente, a conversar com ambos os lados. Tentava apontar os erros e acertos de cada lado. Tinha idéias que foram executadas em minha mente por horas a fio. Quando elas eram colocadas em prática, tive os melhores momentos da minha vida, acreditava que iria dar certo. Até algum lado romper o elo novamente e toda guerra ser reiniciada.

Comecei a me sentir desgostoso. Li nos livros que não era possível servir a dois senhores ao mesmo tempo. Mas eu era duas pessoas, eu estava dividido. O que eu poderia fazer? O que?

E a cada morte de alguém inocente de um dos lados, morria alguém dentro de mim. Não conseguia mais sorrir. Enquanto os dois povos lutavam entre si, eles estavam me matando também. Meus próximos estavam me destruindo também. E quando um POVO cantava a vitória momentanea. Eles também não sabiam que um deles também morrera.

E isso foi gerando um ciclo vicioso de desastres. E eu não tinha mais o que fazer, estava a parte. Foi quando as portas de minha casa foram seladas de ambos os lados. Para que eu não saísse. Colocaram cercas em minhas janelas e só deixaram uma onde eu podia ver os dois lados. E todos os dias passava olhando por aquela janela. Vendo tudo se ruir, se destruir sem poder fazer nada. Será que esse amor que tenho dentro de mim só eu tenho? Será que realmente não é possível fazer nada?

Vi muitos erros, vi pessoas tentando a paz e também sendo destruidas. Vi minha vida se indo. Até que minhas forças que já não eram muitas começaram a se esgotar. Estava fraco para ficar em pé, eram muitas as dores de ambos os lados de meu corpo. Só conseguia escutar a guerra do outro lado.

Aos poucos o amor de meu corpo foi saindo em formas de gotas por meus olhos. Eu era a prova viva que era possível conviver com os dois lados. Afinal eu era os dois lados. Meus olhos de origem distantes, olhavam sempre para a mesma direção. Minhas mãos conviviam em paz, meus pés sempre se aqueceram juntos. Meu coração que ficava no lado palestino nunca teve problema com meu pulmão direito. Tudo em mim vivia em paz. Eu era o modelo de paz. Eu mostrei que era possível. Mas um só não livra um mundo. Não existe martir, não existe um solucionador.

E aos poucos outros sentimentos começaram a se juntar ao amor na estrada para fora do meu ser. Me tornei apático, me tornei um ser sem identidade. E nunca mais parei de chorar. E tenho a certeza de que quando o último sentimento sair cairei aqui sózinho nesta guerra e meu epitáfio será:

Metade se foi. Metade ficou. Todos perderam. Eu perdi o que era inteiro. Hoje sou, fragmentos de um mundo que não conseguiu se tornar a realidade. Nada justifica a violência. Nem a negligencia. O amor morreu comigo. A metade que sobrou foi a amargura.

E é isso tudo que tenho a dizer.

FIM”

E quando terminei de ler, o despertador tocou. Jamais saberei o que aconteceu com aquele homem. Mas a história fica comigo, e começo a pensar se todo mundo também não é:

Um pouco palestino, um pouco Israelense.

Paulo Câmara, dedicado a esta pessoa. Que jamais saberá que alguém lhe ouviu.


Marcha Por Jesus

Posted by TheWorldOwner On maio - 10 - 2009

jesus

A marcha por Jesus!

Estava eu em minha soneca após almoço, tranqüilo, relaxando após uma semana de muito trabalho, quando começo a escutar uma barulheira dentro de meu quarto fechado. As janelas fechadas, o quarto escuro, e um som violento me atinge os tipanos: “Venha você também para a Marcha por Jesus”. Acordei no mesmo momento, assustado, será que era a hora da redenção? O apocalipse chegara?

Prontamente falei: Eis me aqui Jesus, pode me levar. Fui bom para caramba! Ninguém respondeu, alguma coisa tava errada. Eu não estava na lista divina ou não era Jesus recrutando pessoas para subir aos céus. Decidi me levantar, abri a cortina e tinha um carro de som parado em plena Silva Jardim recrutando pessoas para a Marcha por Jesus.

cool_jesus

Já vi muita marcha na vida, marcha pela maconha, marcha pelos homossexuais. Grupos lutando por reconhecimento, para serem ouvidos, para terem direitos, para promover a causa. Agora marcha para Jesus é nova. Será que Ele não tem popularidade suficiente, não tem reconhecimento, não tem voz ou não tem direitos?

Bom, o livro mais famoso do Mundo (ou coletânea de livros) é dedicado a ele. São 39 livros no Velho Testamento preparando sua chegada. E, no Novo Testamento, 27 exclusivos, falando sobre ele e depois dEle. Bom publicidade tem, tem uma porrada de igreja, tem uma porrada de livros. É mencionado em todos os eventos Politicos e tem o Pai mais importante do universo, cuja menção vemos em todo discurso Americano ou Britânico. Quem já não ouviu o pedido para que Deus salve alguém?

Agora, me diz qual o sentido da Marcha?

Primeiro, começou errado! Uma vez me disseram que se você quer aliados para algum projeto seja amigável. Estuprar os ouvidos das pessoas, parar os carros na rua para anunciar algo já não é nada amigável.

Mas o pior de tudo não é a chamada, é o evento. Qual propósito? Juntar um monte de gente para prestigiar alguém por seu Ideal de mundo, sendo que ninguém cumpre o que ele diz? Jesus é cool, galerinha cool! Em marcha de Maconheiro, vemos faixas do Bob Marley. Mas pelo menos os caras são fiéis ao estilo de vida “verde”. Os homossexuais que colocam o Richarlyson também. Parar o trânsito, juntar uma galera por uma tarde, para ficar marchando aleatoriamente em nome de causa alguma? Simplesmente pela publicidade, para dizer que também são cool? Que tem seu grupo?

Vão para o Orkut. Até nopant’s Day atrapalha menos a cidade. Se querem prestigiar Jesus, recrutem as pessoas para uma Marcha para lavar os carros nas ruas, para recolher o lixo. Para construir casas. Para alguma coisa útil. Mostrar pela ação, a idéia, e não mostrar um caráter religioso por um movimento hipócrita.

E por favor não me acordem. Tenho meu direito ao silêncio. Posso até assistir de camarote a caminhada. Ver o cara que me xinga no trânsito, o meu vizinho malcriado, o pai que bate nos filhos, o alcoólatra lá Gritando: “Ei Ei Ei Jesus é nosso Rei”, “Eiro Eiro Eiro Jesus é Brasileiro”, ”u u u Jesus também cool”.

jesus-statue

A hipocrisia rola solta. E pela primeira vez em minha vida reconheço o Movimento dos Sem Terra (Celestial). Pois, depois dessa tamanha vergonha, ninguém vai para o céu. Fico imaginando Jesus, olhando para isso, olhando para tanta miséria, olhando os marchantes e fazendo uma cara de: Me crucifiquei para isso? Para uma marchinha? E o chacrinha batendo nas costas de Jesus e falando: É, e não tem nem Chacrete.

Essa marcha promove a vergonha alheia. Assim como ver a Universal Record do Pai Celestial, fazendo um reality show na fazenda, com 12 famosos com uma premiação de 1 milhão em dízimos. Concordo que o Mendigo deveria ganhar.

Ê Brasil, Ê mundo!

E você caro leitor, também faz parte do movimento “Jesus e Eu somos Cool?

Paulo Câmara

cool

TI: Mundo ovalado, Empresas enlatadas

Posted by TheWorldOwner On maio - 5 - 2009

brain

Mundo ovalado, empresas enlatadas.

O maior problema do novo século não será com stress e sim com o tédio! Este vai ser o maior desafio a ser vencido. Estamos cada vez mais conectados a uma gama de opções, estamos vivendo uma era onde tudo nos é oferecido como multi-atividade. Nas empresas as palavras chaves para o sucesso empresarial são relacionadas à proatividade.

O profissional que está envolvido com o novo mundo se encontra em uma posição desconfortável no meio desse mar de novidades, metaforicamente como uma pessoa com dor de barriga tendo que utilizar o matinho e limpar com folha. Pois é, tudo pregado no mundo das idéias, exigindo que nossa pobre cabeça acompanhe esse ritmo sem qualquer apelo a um Doril. Porém, nossas empresas não. As empresas estão pregadas nas paredes do modelo “Fordiano”. Os pregos enferrujados, continuam lá – firmes e fortes.

O profissional começa a viver uma bipolaridade profissional. Os problemas começam a vir por lotes. Só que, no mundo proativo, os lotes são resolvidos de maneira efetiva e certeira. Somos orientados a só sair quando resolvermos estes problemas. Nosso mundo dinâmico nos ajuda a executar em sincronia perfeita com o nado de Phelps. Pronto, depois de algumas horas de stress, realizamos em tempo recorde e proativo o que antigamente seria feito em semanas. Porém, os lotes de problema chegam aos poucos. Apesar de serem extremamente complexos e pesados, o tempo entre um e outro é demorado.

E, enquanto isso temos que conviver com o tédio. Estamos presos dentro de salas com ar condicionado e com computadores conectados à internet, com tempo totalmente livre. Mas não podemos fazer nada, pois, afinal de contas, existem as famosas regras de segurança da empresa. Você está sendo monitorado. Somos enjaulados dentro do trabalho, não podemos fazer nada! Caçamos (e coçamos o nosso) problemas dos outros, e nem assim o tempo pede arrego.

Sinto realmente como é dura a vida de um preso. A liberdade de não ter que fazer nada e literalmente não poder fazer nada. A diferença é que o crime que cometemos foi a proatividade e a utilização dos recursos tecnológicos para resolver os problemas. Nem pescador consegue sobreviver a essa onda de marasmo. Ricardo Semler um visionário, na minha opinião, quebrou as paredes tradicionais e colocou placas de Sinta-se livre para fazer o que quiser no lugar delas.

Se este é o novo mundo, então a liberdade tem que vir acompanhada da escolha em fazer o que se quer. Não consigo mais conceber um mundo como o meu, de TI, sendo tão mal aproveitado. Eu fico o dia inteiro analisando coisas em que posso ajudar, mas sou barrado pelo segurança ao executar minhas atividades. Que mundo é este?

A solução seria muito simples, se não esbarrasse no preconceito. Hoje, algumas profissões, principalmente TI, deveriam existir apenas virtualmente. Sem estruturas físicas. Cada profissional deveria trabalhar de casa, da praia, de onde quisesse. Somos requisitados a qualquer hora do dia, porque não aproveitar em casa as horas que nos livram de sermos seres constantemente entediados e estressados?

Tecnologia temos! Podemos estar em qualquer lugar num piscar de olhos, e no resto das piscadas temos que estar parados. Como se a rotina do trabalhador fosse andar numa highway perfeita, com uma Ferrari de última geração, porém, com semáforos a cada 5 metros sem sincronia nenhuma, quando abre um fecha o outro. Temos 5 metros de aceleração profunda até voltar ao marasmo entediante. Vida de cão? Não, nem de taxista.

As empresas estão pagando pela ociosidade. E continuarão a pagar. Até que se vença uma barreira: a não presença física não é ausência de fato. Não estar aqui, ou estar em casa não mais é sinônimo de folga, mas, de liberdade. Bem, enquanto não se aventura um Tiradentes, Imperador ou Conselheiro que levante a nossa bandeira, aproveito enquanto o algoz bebe água e grito sem medo:

Liberdade irrestrita ou morte a TI!!!!!!!

Paulo Câmara

Eu acredito!

Posted by TheWorldOwner On maio - 2 - 2009

classe1Eu Acredito!
“Eu acredito na imparcialidade da revista semanal.”

Levando comigo a frase de Max Gonzaga em sua música Classe média, quero falar hoje sobre minha credibilidade na informação.

Eu acredito que a mídia é imparcial, eu acredito nas boas intenções da Fátima e dou boa noite ao Bonner. Minha opinião é formada por jornalistas da usp, unicamp, unip, uniandrade, e todos os u do Brasil. Afinal, eles são jornalistas!!! Eu acredito nas chamadas, pois elas falam uma coisa e quando vemos a noticia percebemos outra e isto é interessante, pois me ajuda a pensar.

A mídia e sua opinião regressa é o motivo para que minha vida seja assim tão informada. Não sou manipulado, eu só conheço um lado da história, e que obviamente é o verídico. Não me importa os limites da noticia eu as quero na rapidez da luz, que se exploda se for mentira o importante é não ter rabo preso. A mídia abre meus olhos, hoje eu já sei que a política externa no Taiti do meu país está indo de vento em poupa e acreditem tem gente que se preocupa com o que acontece neste bairro medíocre em que vivo. Mal sabem eles, que 450 assaltos em 2 semanas é normal em um mundo como o nosso! Para que se preocupar, quando podemos ler com uma rapidez tremenda que o nosso presidente visita parques ecológicos na suíça?

Papagaio, nós somos papagaios. Pronunciamos o que lemos, não verificamos a qualidade e a procedência. Temos em nossa mente um dispositivo qualificativo sem critérios que da critério ao que recebemos. Se saiu na Televisão ou na internet toda só pode ser verdade. Porque nós sabemos que ninguém precisa vender informação e que toda noticia é veiculada com o máximo de preocupação, só isso é verdade. A opinião regressa é a melhor forma para evolução. A maioria estuda a vida inteira para entender bem que a mídia é o melhor dispositivo pra entendermos como funciona a vida sexual de coalas ou a vida política do país.

E acreditem, eles também acreditam!!! Na nossa ignorância em receber tudo de mão beijada, o que eles falam, o que eles vendem. Os donos da opinião publica, sabem da importância da velocidade e que a ética só funciona para dar credibilidade ao falar da falta dela no senado.

E que continuemos a comprar os jornais e acreditar na imparcialidade da revista semanal. Não procuremos os erros, e jamais paremos para pensar e pesquisar a veracidade da informação. Não nos preocupemos em quem escreve as noticias para nós, afinal garanto que os RH dos grandes sites da internet recrutam os melhores apenas. E só pode ser um erro, quando em um site vemos os “jornalistas”  que nos escrevem e nos informam sobre o mundo, cursam apenas o primeiro grau. Para que serve os conceitos do segundo, terceiro grau, se jornalistas da USP vendem informação regressa. Por que me preocuparia com o que leio em portais de estudantes do fundamental?

Minha opinião não muda! Afinal, o que podem esperar de mim? Nasci para cumprir as etapas da vida, crescer reproduzir e morrer.

Paulo Câmara

Só uma marolinha.

Posted by TheWorldOwner On maio - 2 - 2009
Brasil!

Brasil!

Essa gripe é só uma marolinha.

E nunca na história deste país se precisou de tanta seda!

Marolinha para cá, marolinha para lá e os brasileiros são sabotados pela sua falta de vontade de pensar. Pois não se pode dizer que vivemos em uma sociedade totalmente burra. Mas sim preguiçosa. No mundo inteiro vemos as noticias sobre esta Pandemia, porém no Brasil o que ta pegando é os jogadores que andam se exibindo nus nas webcams.

Nossa sociedade acostumou-se a relaxar e gozar com as coisas. Atrevo-me a dizer, mesmo que politicamente incorreto, que vivemos hoje uma baianagem generalizada. Né meu rei?!

A cobra ta vindo em nossa direção. A picada é eminente. Porém estamos tranqüilos, se ela picar, a gente toma um remédio. E pronto. E continuamos em nossa vigilância pela tranqüilidade.

Caracu, a re-re-invenção do Brasil (perdoe-me o trocadilho). O Povo entra com a cara e o Governo com… Em breve nos cinemas perto de você.

No lugar da pipoca você compra uma mascara. Mas porque é moda, essa gripe não pega aqui. Essa gripe é gringa, e tudo que é gringo é melhor que todos nós (sic). Como Brasileiro é metido, vai tomar banho no sereno, para dizer que também foi afetado. Aparecer na TV, reunir a família no Sofá e se vangloriar de ser mais um suspeito no mundo. Isso vai ser pior que Orkut, todo mundo vai querer ser convidado (infectado). Mas é só para aparecer mesmo, porque aqui ninguém vai pegar isso. Aqui só pega a fome, o desemprego, a destruição da sociedade pelo crack. Essas coisas de submundo.

Marolinhas. Por favor alguém me diz: Onde arrumaram tanta seda, tanto maconheiro?!

Paulo Câmara

A prost-instituição

Posted by TheWorldOwner On maio - 31 - 2007

puta

Prostitutas garantem: é um livre comércio.

Os seus filhos estão no congresso.

Os seus amantes nas igrejas.

Seus cafetões são os melhores delegados e magistrados.

Os seus melhores clientes estão nas universidades.

O mundo é um prostíbulo globalizado. Legalizado!

Como diria nosso nobre dePutado, Paulo Maluff, “se o estupro é inevitável, relaxe e goze”.

É inevitável, ser estuprado todos os dias com a programação televisiva, mas os brasileiros gostam e gozam quando a novela começa. Incrível, agradecem pelo estupro dando boa a noite ao bandido, quando ele começa o terrorismo intelectual no jornal das 8.

É inevitável, ser estuprado pagando impostos. Incrível, e só nesse mundo, o estuprador engravida e as pessoas ficam na fila pedindo testes de dna. Pagamos os impostos, sem reclamar. Consentimos com dor, e esperamos meses e meses que o estuprador nos de uma pensão alimentícia – um bolsa família, que pague a educação dos nossos filhos, a saúde de seu feto.

É inevitável, ser estuprado indo às igrejas. Vendem-nos a fé, e achamos normal. Já estamos acostumados a só levar, que até pagamos achando que a vida vai melhorar. Talvez assim, a população pense que o bandido pelo menos usará um creminho, camisinha. Mas a igreja veta o uso da camisinha, é meu amigo, o creminho é o sabonete santo batizado no mar Morto do Tietê com um ticket de Israel.

Todos estão contaminados com o vírus dessa dst legalizada. Não existe vacina.

Um dia me disseram que o povo gosta de sofrer. A dor cura meu bem. E a humanidade caminha, pessoas doentes, vendidas, e algumas até acreditam na inocência do Lula.

Espera-se uma nova geração, mas colocam as crianças na frente da televisão assistindo o Faustão e desenhos de sexo explicito – reflexo de um mundo prostituído.

Espera-se a revolução da juventude, que escuta psy-trance em tendas armadas tomando pílulas legalizadas enquanto discutem sobre a próxima noitada.

Espera-se a revolução dos intelectuais, que se calam com medo da retaliação ou até mesmo porque sabem que suas vozes serão falácias.

Espera-se a revolução dos imortais, mas pena, eles são imortais justamente por não ter aonde cair morto.

Não sei como solucionar os problemas do mundo. Pediram-me pra cair no mundo real, pra acordar dos meus sonhos. Pronto, abri os olhos e vi o mundo assim, me desculpem, vou voltar ao meu sono.

Lá eu posso amar como se não houvesse amanhã, pois sei que se eu abrir os olhos verei que realmente não há. Vou sonhar, construir castelos no ar, navegar por grandes mares. Irei lutar contra moinhos de vento, irei conversar com Alice e as panelas falantes.

Vou orar ao Deus desconhecido que me apresente o terceiro Céu enquanto aprecio os seus belos escritos e me perco no oráculo.

E sempre quando me incomodarem a acordar. Lembrarei o prostíbulo que me espera se eu cair na real. Não obrigado, não vou salvar as putas, nem os filhos dela. Deixa-me procurar nas minhas utopias, o mundo que eu quero viver.

Jovem idealista, sonhador. Ao menos se eu sofrer nos meus sonhos, sofrerei por tentar viver o que eu quero, não relaxo e não vem pra cima de mim não. Meu spray de pimenta vem com a acidez de meu ser, o sarcasmo embutido.

Quem sabe o novo mundo está nos sonhos de jovens como eu, como você. Quem sabe, não nos encontremos em nossos sonhos e partimos em busca de um mundo novo. Você está convidado a sair desse prostíbulo filho teu, a escolha é sempre sua.

Enquanto isso, relaxe e goze.

Paulo Câmara

O dia em que Adão Chorou!

Posted by TheWorldOwner On maio - 17 - 2007

adaoeva

Infelizmente esta não é a biografia de Sexta-feira e seu amigo Robinson Crusoé. Conta-se uma história em um livro de grande importância pra humanidade, que um homem nasceu em algum dia da semana, em algum lugar entre o começo e o fim do mundo. Ele tinha tudo que um homem poderia desejar. Mas como todo homem desejou o que não se pode desejar.

O cara tinha um grande poder, ele era rei. (Certo que ele não tinha muita imaginação, talvez ele devesse freqüentar algumas aulas na ESPM, mas que culpa tem, se o macaco tem cara de macaco?) Mas nem todo poder do mundo agrada um homem só.

Foi então que ele cometeu o maior erro de sua vida. Chorou.

Nunca chore caro leitor, ainda mais quando você é o único cara do mundo.

Não é que o mané ainda fez coisa pior? Clamou a Deus um consolo. Eis o segundo maior engano. Se você é o único ser existente – não peça nada, pois inevitavelmente você pode ser considerado e ganhar o que você pediu. É como um consórcio, nunca dê o lance mais alto se você não sabe dirigir.

Ai já começou a sacanagem. Ninguém faz favor, tão favor assim. Deus lhe concede o alvará, mas você que se dane pra construir seu lar. Mas voltando ao assunto, antes que eu me perca em meus pensamentos. Deus resolveu criar alguém pra consolar o Adão.
Começou tirando uma costela do pobre humano. O cara já ficou lesado. Já não era mais completo. Aí pirilim, pirilim – Deus constrói a Eva. Mas pô, consideremos caros colegas, Deus não era gaúcho, mas até que tentou fazer algo de bom com a Costela.

A mulher já chegou sacaniando. Adão bobo e tonto, não conhecia a mulher, ficou admirado. A sorte dele é que ainda não tinha o Ricardão. Ta lá, o mané trabalhava e a mulher ficava de papo pro ar. Como diria meu amigo Baiano: “Pô! Adão ÓPAÍÓ! “

Dito e feito, o ser da costela não se contentou e deu logo de fofocar. Achou uma amiga venenosa e começou a prosa. Mas que hilário, que no meio do nada, tinha um fruto destacado. As duas conversaram, vamos lá! Quem se ferra é o Adão. (Leitor nunca leve sua mulher ao Shopping, no final quem vai se dar mal é você).

Continuando, vou apressar aqui, pois já estou deveras brabo com a ignorância do meu antecessor. O cara acreditou na conversa da mulé, foi lá e pagou com o cartão de crédito o fruto proibido. É proibido fumar, mas a cobra fumou. Adão viu que estava nu e não tinha nenhuma florzinha pra virar estátua de Michelangelo. O cara foi expulso do emprego, da sua casa. ÓPAÍÓ leitor que insight maravilhoso! Olha dá onde veio os Juros!

E a mulher? Tomando o bom português arcaico, Pariu, Puta que pariu! O homem se lasca e é ela que ganha o presente. Adão ficou feliz, seria pai. Só não sabia que o seu azar continuaria. Trabalhando igual um condenado, viu a sua mulher lá olhando pra cima fofocando sozinha. Os filhos do cara cresceram e ai a merda (com a desculpa da palavra) tava feita. Um assassino e outro bobão. E em quem colocaram a culpa? Você adivinha né, no Adão. O pomo de adão tava encolhido nessa altura. Colocaram a culpa do pecado do mundo nas suas costas.

E então no final da vida, Adão chorou novamente. Mal sabia ele, que fizera todo o mal existir por não saber que homem não chora. E pior, homem não chora e não fica pedindo. Com certeza faltou bolas a Adão, que passou de rei para um plebeu – por que desejou um consolo.

Então. Dessa história tomamos 2 lições:

Uma. Cuidado quando você chora, porque seu pedido pode ser atendido.

Duas. Antes de acordar verifique sempre suas costelas.

Paulo Câmara!

(não sou machista, nem concordo com tudo que disse, mas como um bon vivant, não poderia perder a piada) :D