Saturday, September 4, 2010

TheWorldOwner

Pois cada um leva consigo o direito de ser o dono do seu próprio mundo

Veja o que ja foi postado em ‘Para Pensar!’

A Revolta de Poseidon

Posted by TheWorldOwner On julho - 9 - 2009

É  uma honra para o TheWorldOwner, quando os donos de outros mundos dedicam uma parte de seus tempos escrevendo para nós. Segue aqui o texto de Thiago Montes, amigo e dono de outro mundo:

poseidon2

A revolta de Poseidon

Mas não é possível que ninguém tenha notado a mais simples verdade da atualidade, Poseidon, o master-Deus dos mares, está revoltado. Está indignado com milhares de navios que insistem em usufruir de suas águas, assim como centenas de submarinos desafiando suas forças, e por último e não menos sério, os milhões de aviões que te cruzam, ainda que aos céus, o tempo todo.

Poseidon já não suporta mais o zumbido das turbinas. Já não agüenta mais esse ritmo desenfreado da economia, aonde a distância não é mais considerada. A distância, logo a distância que sempre ditou os vitoriosos e os perdedores, hoje não faz diferença para o mundo. É aqui, é na China, é em todo lugar o tempo todo.

Então, o mestre-rei resolveu assustar os seres que o enfrentam, derrubou um tão silenciosamente, que chegaram a cogitar que o aviãozinho tinha sido abduzido, pura covardia. Poseidon mestre sempre assume seus atentados terroristas. E logo em seguida, derrubou mais um grandão, matou 150, deixou que um vivesse para espalhar o terror pelo mundo. Foi em vão, o mundo está preocupado demais com o México para prestar atenção num oceaninho de nada.

Ninguém notou, ninguém se espantou com a revolta de Poseidon. Não notaram que os rebelantes não estão nos mares, mas estão sentados em suas cadeiras confortáveis, ordenando “hoje e agora” a todos que entram em contato. Mais, mais, mais e mais, tudo, rapidamente tudo, domine o mundo.

Nessa voracidade de querer o mundo todo, a sociedade não enxerga os males, que o cansaço, o stress, a pressão, causam. Não cabe a nós propormos soluções técnicas para que os aviões não caiam, porém, não custa imaginar que em um mundo tecnológico e científico como o atual, recalcular uma rota aérea que não passe no meio de uma “supernova” quase mortal, não deve ser mais difícil que fazer busca de corpos no mar.

Mas não, eles preferem continuar pressionando os pilotos, companhias, funcionários, e assim indo contra a fúria de Poseidon, do que rabiscar novas rotas e aprenderem a ser humanos novamente.

Thiago Montes, para TheWorldOwner.com

;)

Sacerdotes Bons de Mira.

Posted by TheWorldOwner On junho - 15 - 2009

Certa vez o grande filho de Deus disse: Quem nunca errou, que atire a primeira pedra!

E 2000 anos depois, um grupo de “sacerdotes” do alto-escalão achou que uma vida de propósitos na verdade, era um jogo de mira. É uma espécie de caça às bruxas da era moderna, com todos os aparatos já conhecidos de outras eras. A inovação dá-se no aumento da confraria, antes restrita a uma nobre hierarquia. Agora, sem conferir direito a justiça, tais sacerdotes se sentem no mais legitimo poder de dar o graveto para acender a fogueira.

O interessante nesses “magistrados” é que todos se julgam filhos de Deus. Mensageiros divinamente inspirados para propagar a vontade de Deus. Mas talvez eu concorde, com Nietzsche dizendo que este Deus está morto. Talvez Pascal, inventaram um Deus segundo a sua imagem e semelhança. Meu pai! Fico abismado como esse povo coloca o teu caráter a prova. Teu filho veio para este planeta, para não julgar, sentou com Zaqueu, comeu com publicanos, brindou com vinho as festas. E sua maior decepção em sua breve visita, não fora com as pessoas que erravam, pois para elas é que foi feito o reino dos Céus e sim com as pessoas que comercializavam e julgavam sem critérios dentro da suposta casa do grande Abba.

É certo que Aslam, só chega no fim. Mas cabe a mim, questionar os que julgam sem razão. O Cristo que nos falou “quem não é por mim é contra mim”, é o mesmo Cristo que hoje chora por ver seus supostos sacerdotes se mostrando grandes sindicalistas. Só interessa o poder, a hegemonia da falsa instituição. É possível existir esperança, onde não habita a ética?

Malditos ou inocentes?

Estamos voltando a inquisição, talvez a inquisição sempre existiu. Que elimina o homem real, para pregar o homem perfeito. Méritos do pretério, quem brinca com fogo, pode se queimar. No lugar em que é proibido fumar, a cobra tá fumando, fofocando, e talvez eu saiba agora – que Eva nada mais é que a continuidade de muitos sacerdotes. A eles foi dado o conhecimento, o acesso a ética – e o que fazem? Ficam de prosa com a serpente. O fim de tudo isso é claro: a expulsão do Éden.

Que a fé não se perca, quando nos vemos vivendo seitas. Que Heresia é ser contra o herege. Filhos do pecado, juízes putrefatos. Atirem a primeira pedra, que hoje é dia de Maria… Vamos ver quantas pessoas acertaremos, queremos sentir a chuva – As lágrimas de nosso Pai diante de um mundo doente.

A cura? Todos sabem. A doença é que a instituição gosta de inventar a todo dia, uma nova forma de aniquilar as boas profecias. Ó sarcasmo, habite meu ser. É preciso uma vacina contra o Anti-Cristo que nos rodeia.

Paulo Câmara

alvo

O Jeitinho

Posted by Alcir On junho - 5 - 2009

pandeiroO Jeitinho

“O homem é o lobo do homem”. Embora escrita há muito tempo por T. Hobbes, em “O Leviatã”, este trecho continua atual se analisarmos como ocorre a corrupção em nossa sociedade: individualmente - mesmo que em coisas simples, como furar uma fila.

Dogmatizada, a corrupção, se analisada superficialmente, parece estar distante da realidade de cada indivíduo. Todavia, ela é intrínseca à cultura humana, e ainda mais presente na brasileira - conhecida como “jeitinho brasileiro”. Ouvimos, constantemente, através dos meios de comunicação ou de discursos, os quais, muitas vezes, nós mesmo proferimos, frases como: “O congresso é corrupto!” ou “A polícia é corrupta!”. Mas, e nós? Dificilmente alguém será moralmente perfeito, mas devemos nos vigiar quanto a isso, evitando o popular “jeitinho” para as situações do dia-a-dia. Caso contrário, não passaremos de hipócritas - criticando aquilo que nós mesmos fazemos.

Segundo Jean Jacques Rousseau, as sociedades firmam um “contrato social”, sem o qual não seria possível a convivência com o próximo. Isto é baseado no estabelecimento de regras morais por cada indivíduo sobre si mesmo, que, aliada ao conjunto de leis governamentais, permite a convivência pacífica entre os cidadãos - ou melhor, a mais pacífica possível. Aquelas limitando os impulsos individuais, naturais dos seres humanos; e estas fazendo com que esses limites convirjam para se atingir uma homogeneidade de costumes e privações. Dessa forma, a corrupção rompe com este contrato social, atingindo a sociedade, como um todo, de forma negativa.

Concluamos, assim, que a corrupção inibe o desenvolvimento de nossa sociedade, e, para combatê-la em nosso país, precisamos, antes, desenraizá-la de nossa cultura, começando pelo combate aos pequenos atos individuais de corrupção. Caso contrário, seremos apenas mais um exemplo do popular adágio: “Faça o que digo, mas não faça o que eu faço”.

Alcir Escocia Dorigatti

“Happy end” ou “Final feliz”?

Posted by Alcir On maio - 15 - 2009

blabla“Happy end” ou “Final feliz”?

A língua é o mais forte componente cultural de um povo e, por isso, o principal elemento de dominação sobre ele. Desse modo, fica evidente que, em um mundo globalizado, no qual o intercâmbio cultural é “just-in-time”, há a possibilidade da subtração de pecularidades de diversos povos, atrvés da hegêmonia de grandes centros, como os EUA.

Devemos nos lembrar que a escrita fonética - criada pelos Fenícios- possuía cunho comercial, ou seja, visava facilitar as transações comerciais. A língua, atualmente, por sua vez, mantém, como uma de suas funções, o mesmo papel. Portanto, para facilitar a comunicação entre nações, é normal que ocorra o uso de estrangeirismos, usando-se, normalmente, a palavra cuja origem seja a da nação criadora do novo termo ou produto. Exemplificando o dito, seria estranho aos ouvidos dizer “rede virtual de comunicação em tempo real global” em lugar da simples palavra “internet”.

Apesar de, com o fenômeno da globalização, muitas facilidades passarem a existir, a alta troca de informações também trouxe graves problemas: algumas pessoas passam a conhecer mais sobre outras culturas do que sobre a própria. Embora aparentemente inofensivo, esse fato pode levar a um “desabrasileiramento” de nossa nação. De um lado, temos a transferência cultural; de outro, o péssimo sistema de ensino brasileiro. Enquanto este não ensina a cultura nacional para nossos jovens, sua língua; aquela supre essa necessidade, porém com estrangeirismos - culturais ou lingüísticos. Como resultado, no fim de muitas frases, em lugar a um modesto “entenderam?”, temos um eloqüente “understand?”.

Concluamos, assim, que, sobre a questão do uso de estrangeirismos em nossa língua, eles, ao mesmo tempo que são uma facilidade para a comunicação, podem ser a fonte de uma descaracterização da cultura nacional. Entretanto, seu lado negativo pode ser solucionado se propiciada boa educação ao povo, que passará a fazer uso deles apenas em sua função facilitadora.

Alcir E. Dorigatti

Metades. As duas faces da mesma guerra.

Posted by TheWorldOwner On maio - 13 - 2009

duasfaces

Metades. As duas faces da mesma guerra.

Todos os dias acordo e a primeira coisa que penso é numa história que aconteceu em um dos meus sonhos. Uma história real, que por algum motivo presenciei pela janela da alma. Como um expectador vi tudo acontecer e não consiguirei dormir enquanto essa história não for repassada. Essa é a história de um homem de valores e principios inegáveis, de um coração de leão que foi colocado no meio de um evento histórico por acaso.

Metade Palestino, Metade Israelense.

Não lembro como e nem porque, mas de repente me vi em um lugar longinquo. Não sabia como tinha chegado ali. Estava escuro, e tateando pelo local vi que estava em um quarto fechado. Não tinha portas, só tinha uma janela fechada. Ouvi um homem chorando, tentei contato até perceber que ele não me escutava, que ele não percebia minha presença. Eu era o expectador da vida dele. E por algum espaço de tempo que pareceu eterno, vi e vivi com ele sua vida.

Enquanto ele chorava, peguei um diário no chão, riscado com um lápis fraco, como se as letras estivessem desaparecendo do papel. Cada lágrima que escorria da face daquele jovem, as letras iam se apagando. Decidi forçar a visão e começar a ler, segue o transcrito:

“O que fazer”

Estou preso aqui. Depois de muito batalhar, me colocaram neste lugar. Estou desaparecendo e a única coisa que tenho comigo é esse lápis e esse diário.

Para quem não me conhece, sempre fui um garoto espetacular, cheio de idéias e vivo. Tentei sempre procurar amar muito as pessoas, aprender muito. Fui crescendo e de repente descobri algo que mudou minha vida.

Estava morando no meio da divisa entre Israel e Palestina. Quando dormia, o norte da minha cama era Israel e o sul Palestina. Não mais curioso que isso, sou de origem “Israelo-Palestina”. Quando nasci fui registrado nos dois lugares. Meus descendentes são todos assim. Descobri isso após muito procurar por minha vida. Pois não lembro do meu passado, não lembro minhas origens. A única coisa que sei é que vivo aqui e sou isso um misto desses dois mundos.

Quando a guerra começou as pessoas rodearam a minha casa para que eu tomasse um lado. Para que eu pudesse seguir minha vida, pois ninguém conseguiria viver sendo amigo e inimigo ao mesmo tempo. Tentei posicionar-me de um lado, ou de outro. Mas eu era um ser a parte daquela guerra. Eu amava os dois lados. Eu era a origem e o fim. A guerra e a paz.

Levantei uma bandeira de Paz dentro da minha fronteira. Procurei aliados para que os mundos vivessem em paz. Consegui alguns por pouco tempo. Geralmente algum lado matava alguém próximo e essa pessoa não tinha mais porque lutar comigo. As pessoas me respeitavam e me cobravam. Eu tinha que tomar uma decisão, mas qual decisão tomar? Não é possível a um ser humano ser 1 só, metade a metade? Para eles não.

E passei cada vez mais a tentar, desesperadamente, a conversar com ambos os lados. Tentava apontar os erros e acertos de cada lado. Tinha idéias que foram executadas em minha mente por horas a fio. Quando elas eram colocadas em prática, tive os melhores momentos da minha vida, acreditava que iria dar certo. Até algum lado romper o elo novamente e toda guerra ser reiniciada.

Comecei a me sentir desgostoso. Li nos livros que não era possível servir a dois senhores ao mesmo tempo. Mas eu era duas pessoas, eu estava dividido. O que eu poderia fazer? O que?

E a cada morte de alguém inocente de um dos lados, morria alguém dentro de mim. Não conseguia mais sorrir. Enquanto os dois povos lutavam entre si, eles estavam me matando também. Meus próximos estavam me destruindo também. E quando um POVO cantava a vitória momentanea. Eles também não sabiam que um deles também morrera.

E isso foi gerando um ciclo vicioso de desastres. E eu não tinha mais o que fazer, estava a parte. Foi quando as portas de minha casa foram seladas de ambos os lados. Para que eu não saísse. Colocaram cercas em minhas janelas e só deixaram uma onde eu podia ver os dois lados. E todos os dias passava olhando por aquela janela. Vendo tudo se ruir, se destruir sem poder fazer nada. Será que esse amor que tenho dentro de mim só eu tenho? Será que realmente não é possível fazer nada?

Vi muitos erros, vi pessoas tentando a paz e também sendo destruidas. Vi minha vida se indo. Até que minhas forças que já não eram muitas começaram a se esgotar. Estava fraco para ficar em pé, eram muitas as dores de ambos os lados de meu corpo. Só conseguia escutar a guerra do outro lado.

Aos poucos o amor de meu corpo foi saindo em formas de gotas por meus olhos. Eu era a prova viva que era possível conviver com os dois lados. Afinal eu era os dois lados. Meus olhos de origem distantes, olhavam sempre para a mesma direção. Minhas mãos conviviam em paz, meus pés sempre se aqueceram juntos. Meu coração que ficava no lado palestino nunca teve problema com meu pulmão direito. Tudo em mim vivia em paz. Eu era o modelo de paz. Eu mostrei que era possível. Mas um só não livra um mundo. Não existe martir, não existe um solucionador.

E aos poucos outros sentimentos começaram a se juntar ao amor na estrada para fora do meu ser. Me tornei apático, me tornei um ser sem identidade. E nunca mais parei de chorar. E tenho a certeza de que quando o último sentimento sair cairei aqui sózinho nesta guerra e meu epitáfio será:

Metade se foi. Metade ficou. Todos perderam. Eu perdi o que era inteiro. Hoje sou, fragmentos de um mundo que não conseguiu se tornar a realidade. Nada justifica a violência. Nem a negligencia. O amor morreu comigo. A metade que sobrou foi a amargura.

E é isso tudo que tenho a dizer.

FIM”

E quando terminei de ler, o despertador tocou. Jamais saberei o que aconteceu com aquele homem. Mas a história fica comigo, e começo a pensar se todo mundo também não é:

Um pouco palestino, um pouco Israelense.

Paulo Câmara, dedicado a esta pessoa. Que jamais saberá que alguém lhe ouviu.


Eu acredito!

Posted by TheWorldOwner On maio - 2 - 2009

classe1Eu Acredito!
“Eu acredito na imparcialidade da revista semanal.”

Levando comigo a frase de Max Gonzaga em sua música Classe média, quero falar hoje sobre minha credibilidade na informação.

Eu acredito que a mídia é imparcial, eu acredito nas boas intenções da Fátima e dou boa noite ao Bonner. Minha opinião é formada por jornalistas da usp, unicamp, unip, uniandrade, e todos os u do Brasil. Afinal, eles são jornalistas!!! Eu acredito nas chamadas, pois elas falam uma coisa e quando vemos a noticia percebemos outra e isto é interessante, pois me ajuda a pensar.

A mídia e sua opinião regressa é o motivo para que minha vida seja assim tão informada. Não sou manipulado, eu só conheço um lado da história, e que obviamente é o verídico. Não me importa os limites da noticia eu as quero na rapidez da luz, que se exploda se for mentira o importante é não ter rabo preso. A mídia abre meus olhos, hoje eu já sei que a política externa no Taiti do meu país está indo de vento em poupa e acreditem tem gente que se preocupa com o que acontece neste bairro medíocre em que vivo. Mal sabem eles, que 450 assaltos em 2 semanas é normal em um mundo como o nosso! Para que se preocupar, quando podemos ler com uma rapidez tremenda que o nosso presidente visita parques ecológicos na suíça?

Papagaio, nós somos papagaios. Pronunciamos o que lemos, não verificamos a qualidade e a procedência. Temos em nossa mente um dispositivo qualificativo sem critérios que da critério ao que recebemos. Se saiu na Televisão ou na internet toda só pode ser verdade. Porque nós sabemos que ninguém precisa vender informação e que toda noticia é veiculada com o máximo de preocupação, só isso é verdade. A opinião regressa é a melhor forma para evolução. A maioria estuda a vida inteira para entender bem que a mídia é o melhor dispositivo pra entendermos como funciona a vida sexual de coalas ou a vida política do país.

E acreditem, eles também acreditam!!! Na nossa ignorância em receber tudo de mão beijada, o que eles falam, o que eles vendem. Os donos da opinião publica, sabem da importância da velocidade e que a ética só funciona para dar credibilidade ao falar da falta dela no senado.

E que continuemos a comprar os jornais e acreditar na imparcialidade da revista semanal. Não procuremos os erros, e jamais paremos para pensar e pesquisar a veracidade da informação. Não nos preocupemos em quem escreve as noticias para nós, afinal garanto que os RH dos grandes sites da internet recrutam os melhores apenas. E só pode ser um erro, quando em um site vemos os “jornalistas”  que nos escrevem e nos informam sobre o mundo, cursam apenas o primeiro grau. Para que serve os conceitos do segundo, terceiro grau, se jornalistas da USP vendem informação regressa. Por que me preocuparia com o que leio em portais de estudantes do fundamental?

Minha opinião não muda! Afinal, o que podem esperar de mim? Nasci para cumprir as etapas da vida, crescer reproduzir e morrer.

Paulo Câmara

A prost-instituição

Posted by TheWorldOwner On maio - 31 - 2007

puta

Prostitutas garantem: é um livre comércio.

Os seus filhos estão no congresso.

Os seus amantes nas igrejas.

Seus cafetões são os melhores delegados e magistrados.

Os seus melhores clientes estão nas universidades.

O mundo é um prostíbulo globalizado. Legalizado!

Como diria nosso nobre dePutado, Paulo Maluff, “se o estupro é inevitável, relaxe e goze”.

É inevitável, ser estuprado todos os dias com a programação televisiva, mas os brasileiros gostam e gozam quando a novela começa. Incrível, agradecem pelo estupro dando boa a noite ao bandido, quando ele começa o terrorismo intelectual no jornal das 8.

É inevitável, ser estuprado pagando impostos. Incrível, e só nesse mundo, o estuprador engravida e as pessoas ficam na fila pedindo testes de dna. Pagamos os impostos, sem reclamar. Consentimos com dor, e esperamos meses e meses que o estuprador nos de uma pensão alimentícia - um bolsa família, que pague a educação dos nossos filhos, a saúde de seu feto.

É inevitável, ser estuprado indo às igrejas. Vendem-nos a fé, e achamos normal. Já estamos acostumados a só levar, que até pagamos achando que a vida vai melhorar. Talvez assim, a população pense que o bandido pelo menos usará um creminho, camisinha. Mas a igreja veta o uso da camisinha, é meu amigo, o creminho é o sabonete santo batizado no mar Morto do Tietê com um ticket de Israel.

Todos estão contaminados com o vírus dessa dst legalizada. Não existe vacina.

Um dia me disseram que o povo gosta de sofrer. A dor cura meu bem. E a humanidade caminha, pessoas doentes, vendidas, e algumas até acreditam na inocência do Lula.

Espera-se uma nova geração, mas colocam as crianças na frente da televisão assistindo o Faustão e desenhos de sexo explicito – reflexo de um mundo prostituído.

Espera-se a revolução da juventude, que escuta psy-trance em tendas armadas tomando pílulas legalizadas enquanto discutem sobre a próxima noitada.

Espera-se a revolução dos intelectuais, que se calam com medo da retaliação ou até mesmo porque sabem que suas vozes serão falácias.

Espera-se a revolução dos imortais, mas pena, eles são imortais justamente por não ter aonde cair morto.

Não sei como solucionar os problemas do mundo. Pediram-me pra cair no mundo real, pra acordar dos meus sonhos. Pronto, abri os olhos e vi o mundo assim, me desculpem, vou voltar ao meu sono.

Lá eu posso amar como se não houvesse amanhã, pois sei que se eu abrir os olhos verei que realmente não há. Vou sonhar, construir castelos no ar, navegar por grandes mares. Irei lutar contra moinhos de vento, irei conversar com Alice e as panelas falantes.

Vou orar ao Deus desconhecido que me apresente o terceiro Céu enquanto aprecio os seus belos escritos e me perco no oráculo.

E sempre quando me incomodarem a acordar. Lembrarei o prostíbulo que me espera se eu cair na real. Não obrigado, não vou salvar as putas, nem os filhos dela. Deixa-me procurar nas minhas utopias, o mundo que eu quero viver.

Jovem idealista, sonhador. Ao menos se eu sofrer nos meus sonhos, sofrerei por tentar viver o que eu quero, não relaxo e não vem pra cima de mim não. Meu spray de pimenta vem com a acidez de meu ser, o sarcasmo embutido.

Quem sabe o novo mundo está nos sonhos de jovens como eu, como você. Quem sabe, não nos encontremos em nossos sonhos e partimos em busca de um mundo novo. Você está convidado a sair desse prostíbulo filho teu, a escolha é sempre sua.

Enquanto isso, relaxe e goze.

Paulo Câmara