Sunday, May 20, 2012

TheWorldOwner

Pois cada um leva consigo o direito de ser o dono do seu próprio mundo

Veja o que ja foi postado em ‘Poesia’

Aprender a voar.

Posted by TheWorldOwner On junho - 14 - 2009

Dizem que existe um jeitinho para aprender a voar.
O jeitinho consiste em se jogar ao chão e errar.
Tentando fazer o certo eu me machuco.
Enquanto outros obtem exito ao errar.

Talvez eu devesse errar, ser diferente.
Não querer sempre acertar, ser ignorante.
Deixar de pensar, ser mais um a andar.

A vida é tão engraçada. Sádica. Enfática.
Que o meu desejo de voar, só se realizará
Quando eu errar.

E quando eu começar a errar, não tem como voltar.
Ai será uma questão de tempo para que o tempo
não me atrapalhe a voar.

voar

Quando Deus tocou minha vida..

Posted by TheWorldOwner On maio - 26 - 2007

m dia me perguntaram se eu já tinha visto Deus, se eu já havia sentido sua presença…

Eu refleti por muito tempo, quando numa noite fria em meu quarto lembrei de quantas vezes eu havia sentido a presença de Deus em mim. Quando eu conheci o amor numa sexta-feira à noite, foi uma das vezes em que eu senti a presença de meu grande Pai em meu ser. E neste momento quero compartilhar a presença dEle; uma das tarefas mais difíceis de um homem – descrever a presença de Deus em um olhar tímido de uma princesa com palavras criadas quando tantas outras poderiam ser inventadas para este momento.

Aquele rosto risonho que vinha em minha direção, sua sombra era iluminada pelas estrelas e a Lua guiava seu andar. Seus olhos ternos e sua voz querida, delicada e decidida. Eu como um mero humano admirado, observava ela chegar mais perto.

Um momento terno, fiel, não se pode nem dizer que foi eterno – pois o tempo naquele momento deixou de existir. A perfeição do imperfeito, a poesia cantada, senti pela primeira vez um Deus que dança.

O cenário não consigo lembrar, as luzes se apagaram – não havia necessidade de mais brilho, todo brilho que era preciso já estava saindo do seu ser. Não vi um Anjo, mas vi uma princesa. E neste momento eu sabia que Deus estava ali.

Me senti o mais querido dos filhos, o mais abençoado de toda a geração. Deus havia estado ali comigo durante todo aquele mágico momento.

E quem se atreverá a dizer que Deus não existe, se meus olhos registraram a mais terna beleza?

Quem se atreverá a dizer que Deus não existe, se escutei sua voz tímida cantando em meu ouvido? Não será possível que tenha tudo sido um engano, os anjos estavam ao piano. Pode ter sido uma ilusão, mas as pessoas não sabem o que é real – hoje mesmo eu conversei com a princesa que dos meus sonhos saiu para a vida real.

Neste sonho não faz diferença se meus olhos estão abertos ou não, nessa canção que não importa se existe letra. A presença de Deus sim eu senti naquele lugar, e, lembrei que sou o mais feliz de todos os homens; Senti Deus e reconheci um grande Amor ao mesmo tempo como deveras deveria ser.

E você é capaz de dizer, que nunca sentiu a presença de Deus? Abra seu coração, sinta a canção deste Pai que dança, e está a sua espera para lhe oferecer uma valsa também.

Paulo Câmara

Em uma gaveta qualquer.

Posted by TheWorldOwner On fevereiro - 10 - 2007

Em uma gaveta qualquer, lá coloquei um coração recém roubado. Tranquei e joguei as chaves fora em um riso de auto-ironia.

Mal sabia eu que, por engano, acabara de esconder meu próprio coração. O que fazer? Consegui me prender dentro de uma gaveta qualquer.

Recluso, me recuso a aceitar as condições propostas nessa mesa de jogo. Eu que falei nem pensar – sem pensar. Fui sincero como eu jamais poderia ter sido. Estou preso dentro do jogo que eu criei, como uma brincadeira de criança me tornei a caça e o caçador.

Estou cara a cara com minha pior metade, será que sobrevivo a essa verdade?

Ei seu Astronauta, ligue a luz – cadê a lua? Só ela pode me salvar dessa prisão. Foi para ela que jurei todos os meus amores e ódios, só ela pode me dizer como sair dos labirintos que eu mesmo criei. Se eu seguir adiante, seguirei sem meu coração. Se eu ficar parado, meu corpo irá se perder em ilusões e miragens nesse deserto de água.

Do meu bolso, decidi apostar minha vida. Uma moeda joguei para cima e todo meu futuro está nas mãos da monarquia. Capitalismo selvagem, por ambição roubei meu próprio coração. Seguirei em frente, será que um dia alguém encontrará aquela velha gaveta com o futuro da nação?

Por Paulo André com um toque de engenheiros.