Sunday, May 20, 2012

TheWorldOwner

Pois cada um leva consigo o direito de ser o dono do seu próprio mundo

Quando Deus tocou minha vida..

Posted by TheWorldOwner On maio - 26 - 2007

m dia me perguntaram se eu já tinha visto Deus, se eu já havia sentido sua presença…

Eu refleti por muito tempo, quando numa noite fria em meu quarto lembrei de quantas vezes eu havia sentido a presença de Deus em mim. Quando eu conheci o amor numa sexta-feira à noite, foi uma das vezes em que eu senti a presença de meu grande Pai em meu ser. E neste momento quero compartilhar a presença dEle; uma das tarefas mais difíceis de um homem – descrever a presença de Deus em um olhar tímido de uma princesa com palavras criadas quando tantas outras poderiam ser inventadas para este momento.

Aquele rosto risonho que vinha em minha direção, sua sombra era iluminada pelas estrelas e a Lua guiava seu andar. Seus olhos ternos e sua voz querida, delicada e decidida. Eu como um mero humano admirado, observava ela chegar mais perto.

Um momento terno, fiel, não se pode nem dizer que foi eterno – pois o tempo naquele momento deixou de existir. A perfeição do imperfeito, a poesia cantada, senti pela primeira vez um Deus que dança.

O cenário não consigo lembrar, as luzes se apagaram – não havia necessidade de mais brilho, todo brilho que era preciso já estava saindo do seu ser. Não vi um Anjo, mas vi uma princesa. E neste momento eu sabia que Deus estava ali.

Me senti o mais querido dos filhos, o mais abençoado de toda a geração. Deus havia estado ali comigo durante todo aquele mágico momento.

E quem se atreverá a dizer que Deus não existe, se meus olhos registraram a mais terna beleza?

Quem se atreverá a dizer que Deus não existe, se escutei sua voz tímida cantando em meu ouvido? Não será possível que tenha tudo sido um engano, os anjos estavam ao piano. Pode ter sido uma ilusão, mas as pessoas não sabem o que é real – hoje mesmo eu conversei com a princesa que dos meus sonhos saiu para a vida real.

Neste sonho não faz diferença se meus olhos estão abertos ou não, nessa canção que não importa se existe letra. A presença de Deus sim eu senti naquele lugar, e, lembrei que sou o mais feliz de todos os homens; Senti Deus e reconheci um grande Amor ao mesmo tempo como deveras deveria ser.

E você é capaz de dizer, que nunca sentiu a presença de Deus? Abra seu coração, sinta a canção deste Pai que dança, e está a sua espera para lhe oferecer uma valsa também.

Paulo Câmara

O Dia em que matei meu cupido.

Posted by TheWorldOwner On fevereiro - 12 - 2007

Era uma tarde estranha, um vento maroto e meu cupido com um sorriso debochado. Afinal era a última chance dele de se auto-afirmar como um bom profissional.

Sair do meu ambiente acolhedor naquela tarde não era interessante – mas tinha prometido ao meu cupido dar uma mãozinha em seu trabalho. Contra minha vontade decidi sair e averiguar o cenário, o palco de exposições. Para um bom ator basta uma boa mentira para se encenar uma alegria. Menti para meu cupido, disse que ia com aquele “objetivo” – só não o avisei que pretendia lhe matar após os sinos.

Foi tudo normal pra mim, mas para o pobre anjo não. Como eu queria que esse ser “celestial” fosse um chato de um querubim – para eu lhe dar logo um fim. Não parava de atirar, tentando acertar o alvo imaculado. Só ele não havia se tocado que tudo se tratava de simples operações matemáticas. Tira uma flecha dali, tenta somar ali e acaba perdendo sua munição. O fato é que, numa dessas tentativas o infeliz me acerta o nariz. Bravo como deveria estar, quase o mandei para aquele lugar.

Com o nariz á prova da dor, senti um cheiro de amor. Um perfume desconhecido e estrangeiro, não é que o infeliz desse anjo barbeiro me acertara em cheio? Desconcertado olhei para o ser ao meu lado, então falei: “mira ali naquela vai!” O mané não estava entendendo, que eu não queria mais o antigo veneno. Eu queria aquela nova fragrância que estava a me perturbar.

Com uma feição estranha atacou um monte de flechas em sentido ao meu coração. Anjo burro, não era uma questão de amor próprio. Ele não entendia como eu tinha me encantado com alguém do outro lado do famoso alvo desejado. Cansado de ter um aliado burro, tirei uma flecha do coração e lancei na direção do idiota de asas. Ele correu desenganado, chorando por ter falhado e morreu espero eu (Agora se Deus o acolheu de volta, problema foi dEle). Para minha infelicidade, desenganado estava eu, um sentimento acabara de morrer para dar espaço ao desconhecido – ou melhor, desconhecida…. Em linhas descritivas, um caderno seria pouco para elucidar ao mundo a beleza daquele rosto risonho.

Em meu canto, suspirando fiquei pensando: Será que algum dia sentirei aquele aconchegante perfume ao meu lado? Essa era a pergunta que pairava no ar, pois estava sozinho na busca pela fórmula do amor.

Por Paulo André Câmara