Wednesday, February 8, 2012

TheWorldOwner

Pois cada um leva consigo o direito de ser o dono do seu próprio mundo

Eu não sou maior do que o Mar.

Posted by TheWorldOwner On junho - 5 - 2007

Uma das coisas mais interessantes na vida de um homem é quando ele reconhece que não é nada diante do mundo. Em uma dessas descobertas casuais, estava pensando que diante de todo o universo eu não sou maior que um grão de areia, eu sou um misero grão de areia, insignificantemente sozinho. Mas, sozinho até quando percebo que posso me unir a outros grãos de areia e, em conjunto vou ficando maior. E então quando existe a união de vários grãos, conseguimos algo tão grande e tão bonito. Savanas, Desertos e até a praia.

O mar é perigoso, mas é a areia que nos ajuda a aproveitar a imensidão e a beleza das águas salgadas.

E é assim que eu vejo a vida. Um grande mar. E se nós achamos que somos maiores que o mar, não nós não somos. E se tentar desafiar o mar, Poseidon vai cuidar de te horrorizar e não adianta fazer oferenda a Yemanjá – meu amigo, você não é maior do que o mar.

Um grão de Areia. Nós somos grãos de areias diante da imensidão desse mar. Mas se nós nos unirmos, poderemos fazer da vida um lugar bonito – um Hawaii dos astros, o Caribe das ondas perfeitas.

Também podemos nos tornar um deserto, que mata, sem vida. Um amontoado de pessoas que, sem sentido, transformam a vida em um lugar quente, seco e sem esperança.

A ciência nos provou que somos apenas grãos. Mas, grãos unidos, jamais serão vencidos! Podemos ser levados pelo vento, pararmos juntos em algum deserto. Ou podemos rodear o mar. Vencê-lo não pelo poder, mas por transformar o mar em uma praia bonita para se namorar.

E eu tenho certeza, que eu sou parte de alguma praia. E quando olho pra cima posso ver a lua sorrindo. Então quando eu me sentir pequeno, saberei que realmente não sou maior do que o mar. Mas posso estar ao lado dele, e transformar esse grande gigante em um lugar legal de se estar. E saberei que sou eu a salvação de muitos marinheiros perdidos e náufragos. Talvez eu veja o Robinson Crusoé ou o novo Colombo passar por mim. Mas realmente ficarei feliz em ver quando novas praias surgirem.

Pois sei, que onde existe uma nova praia, existe um novo sentido de vida, uma razão para amar, e sim, uma razão para amar o mar.

Paulo Câmara.

Que livro sou eu?

Posted by TheWorldOwner On maio - 16 - 2007

livro

Quando eu embarquei no Návio da Alvorada em busca de nárnia, me clamaram para cair na real. Não sei quem inventou que eu não podia ser o capitão. Eu fiz de conta, eu quis os mistérios que C.S. Lewis escreveu. De repente me deram um anel, e me vi de repente como frodo o bolseiro indo em direção ao fogo. Ohhhhh Inferno, nasci nas cantigas de Nárnia e fui para o Senhor dos Anéis.

Felizmente no caminho, encontrei um garoto com uma vara mágica. Ele dizia que tinha muitos problemas em casa, seu nome? Harry Potter. Mas que isso, cadê a pedra filosofal dos meus sonhos? Fui caminhando, e já estava conversando com a Branca de Neve. Até que o maldito anão começou a encher meu saco, lancei ele em direção ao terceiro Céu. E tava lá eu vivendo a Bíblia. Conheci Jesus um cara batuta, não era o Batistuta mas sabia marcar gols. Como se tivesse em um jogo da Argentina, estava do lado de um Super-Herói que falou “Hey garoto, você gosta de pizza?” Me vi treinado por ratos, meus amigos estavam no esgoto, me tornei um super-herói também. Ei Mestre Splinter me explique, Por que o Super-Homem tem a Louis Lane e eu não tenho ninguém? Desacreditado na vida, procurei o oráculo, me senti Sócrates até que me ofereceram a Sicuta.

Acordei no outro dia, e procurei uma utopia que Tomas acabara de me oferecer. Mas nada foi além do que um elogio a loucura de Erasmo, que não era Roberto Carlos, mas que fazia parte da guarda de minha juventude. Aos goles de coca-cola, me senti preso ao Anti-Cristo, precisei confessar com Agostinho todas as minhas confissões. Acordei como Schopenhauer, triste, procurando sentido da vida.

Andei, e encontrei no caminho a cinderela. O seu sapato de cristal ficou comigo. Libertei o impostor que vive dentro de mim. Comecei a fazer a revolução junto com meus amigos bichos, em plena 1984 minha vida mudou. Procurei um novo queijo, pois aquele que eu comia, acabaram de mexer. Comecei a faculdade da vida, me ensinaram engenharia, mas eu sempre gostei de surfar, virei também um Engenheiro do Hawaii. Mas o lobo mau disse que destruiria meu lar, me senti um porquinho. Corri pra casa de um amigo, que me prometeu abrigo. Talvez eu era apenas Martinho Lutero pedindo socorro ao seu amigo lord alemão.

Fiz a revolução meu caro nobre, revolucionei a forma de pensar. Queriam me queimar junto às bruxas, E Dostoievski me disse que eu conheceria o Grande Inquisidor. Me apresentaram uma grande Pessoa, que se chamava Fernando que falou não se preocupe, o que você sente eu já senti. Até Platão que me ensinou o nome de todos os astros, não disse como minha história iria acabar. Freud negou-se a adivinhar meus sonhos, Jung se apaixonou por minha irmã. Mas eu sempre fui filho único. Andava perdido, caçando pipas, até vi que Cazuza, Raul e Renato conversando e achei que eu não era normal. Na estrada da vida, essa infinita highway, comecei a me ver como personagem de Servantes, Dom Quixote. Olha o espelho me falaram, vi que nada era além de um velho parado. Tudo isso aconteceu de forma hilária. Quis aprender as Leis, me tornei Doutor mas nunca me formei. Nem passei na OAB. Até que um dia, eu que não nasci pra ser Santo, conheci um cara divinamente legal chamado Lulu que falou: Se liga ai garoto, você nasceu pra ser star. Andando entre estrelas, senti que aquilo ali era meu lugar.

Conheci um garotinho, com roupa de príncipe, pequeno sábio que me fez admirar a rosa. Do amor da infância ao amor da juventude, eterna lembrança.

Nessa minha caminhada literária, descobri que de tudo não sou um intelectual, apenas um romântico que não foi contextualizado. Procurando de página em página meu ponto final.